
10 animes que são completamente diferentes do mangá original
Publicado em 18 de janeiro de 2026 às 10:05
6 min de leituraNem toda adaptação de anime segue fielmente o mangá original. Às vezes, por falta de material, decisões criativas ou necessidade de preencher tempo de exibição, as versões animadas acabam tomando rumos bem diferentes.
Isso aconteceu com várias obras conhecidas, e três exemplos claros são Fullmetal Alchemist, Trigun e Soul Eater. Cada uma dessas produções mostra como o anime pode se distanciar da fonte original, criando experiências distintas para quem acompanha as duas mídias.
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O anime de Soul Eater, produzido pela Bones em 2008, acompanhou o mangá com bastante fidelidade nos primeiros arcos. As lutas na Academia Shibusen, a parceria entre meisters e weapons, e o visual excêntrico foram trasladados quase intactos. A obra parecia estar no caminho certo para adaptar tudo o que já tinha sido publicado até então.
Quando o mangá ainda estava longe do fim, o estúdio decidiu criar um desfecho próprio. Em vez de seguir os caminhos mais complexos que autor estava desenvolvendo, o anime resolveu o confronto final contra Asura com uma mensagem mais direta sobre coragem, algo que muitos acharam simplista demais. O vilão é derrotado de forma diferente, e vários personagens secundários não ganham o desenvolvimento que teriam depois.
Fullmetal Alchemist (2003)
A primeira adaptação de Fullmetal Alchemis começou acompanhando de perto o mangá, que ainda estava em andamento na época. Os primeiros episódios reproduziam quase exatamente as aventuras dos irmãos Elric em busca da Pedra Filosofal. Mas, como o mangá era publicado mensalmente e o anime semanal, logo o estúdio Bones precisou inventar conteúdo próprio para continuar a história.
A partir de certo ponto, o anime de 2003 cria uma trama completamente original, com reviravoltas bem diferentes do que o autor planejava. Personagens ganham destinos alternativos, novos vilões aparecem e o tom da narrativa fica mais sombrio em alguns aspectos. Muitos fãs da época se surpreenderam com essas mudanças, especialmente no final, que foge bastante do que seria revelado anos depois no mangá.
A primeira temporada de Black Butler seguiu os primeiros arcos do mangá com fidelidade razoável: o contrato entre Ciel e Sebastian, os casos da Rainha e o clima vitoriano. Até certo ponto, parecia uma adaptação direta. Depois do arco Curry, porém, o anime entrou em território completamente original, com uma conspiração envolvendo anjos e um final que não existe no mangá.
A segunda temporada inteira é filler, introduzindo novos demônios e rivais que nunca aparecem na obra escrita. Arcos posteriores, como Book of Circus, Book of Murder e Book of the Atlantic, voltaram a ser fiéis ao mangá. A obra acabou ficando dividida: parte canônica de alta qualidade e parte anime-original que divide opiniões.
O anime de 1998, produzido pelo estúdio Madhouse, precisou expandir bastante para preencher 26 episódios. O resultado foi uma mistura de fidelidade nos primeiros arcos com muita coisa inventada. No anime, Vash the Stampede mantém o jeito pacifista e atrapalhado do mangá, mas várias aventuras e confrontos são criações originais.
O passado dele e as revelações sobre Knives também ganham contornos diferentes, especialmente no final, que resolve conflitos de forma mais rápida e menos aprofundada do que o material posterior. Isso aconteceu porque, na época, não existia ainda a continuação Trigun Maximum.
A primeira temporada de Tokyo Ghoul adaptou o mangá, mas ainda capturou bem a essência do conflito interno de Kaneki e o mundo dos ghouls. Algumas cenas foram cortadas ou rearranjadas, mas o arco principal se manteve reconhecível.
Tokyo Ghoul √A, a segunda temporada, decidiu seguir um roteiro original escrito pelo próprio Ishida, mas que diverge completamente do Tokyo Ghoul:re. Kaneki entra para Aogiri mais cedo, batalhas mudam de resultado, e o foco emocional toma outro rumo. As temporadas :re depois tentam voltar ao mangá, mas correm tanto que pulam arcos inteiros.
Boruto: Naruto Next Generations
Boruto começou de forma um pouco invertida. O filme de 2015 veio primeiro, depois foi adaptado tanto para mangá quanto para anime. Mas logo as duas versões começaram a seguir ritmos diferentes. O mangá, publicado mensalmente, avança mais devagar na história principal, focando nos eventos maiores envolvendo os novos vilões Otsutsuki.
Já o anime, exibido semanalmente, precisava de conteúdo constante. Então o estúdio Pierrot criou dezenas de arcos originais, muitos deles situados no passado de Konoha ou explorando personagens secundários da nova geração. Esses episódios funcionam como fillers, preenchendo o tempo enquanto o mangá desenvolve o enredo canônico.
Yu-Gi-Oh!
O mangá começou com jogos variados e um tom bem mais sombrio, cheio de violência e penalidades reais. A primeira adaptação animada já mudou bastante coisa para suavizar e focar mais nos jogos de cartas, mas ainda manteve um clima mais pesado que o público infantil não esperava.
Quando veio Yu-Gi-Oh! Duel Monsters, o foco virou quase exclusivo no Duel Monsters, com regras próprias e torneios intermináveis. A obra adicionou dezenas de arcos filler que não existem no mangá. Até os arcos canônicos sofreram alterações, com duelos esticados e personagens ganhando mais destaque para vender cartas.
A primeira temporada de The Promised Neverland, foi elogiada justamente por ser extremamente fiel ao mangá. A tensão do orfanato, a fuga planejada e as revelações sobre o mundo externo foram adaptadas com ritmo perfeito, sem quase nenhum corte importante.
A segunda temporada, porém, tomou um caminho completamente diferente logo no início. Em vez de seguir os arcos longos do mangá, o estúdio optou por pular tudo isso e correr direto para um final original. Personagens importantes foram ignorados ou tiveram destinos alterados de forma brusca. O resultado foi uma conclusão apressada e considerada decepcionante pela maioria dos fãs do mangá.
Bokurano, tanto no mangá quanto no anime, mantém a premissa sombria de crianças pilotando um robô gigante para salvar a Terra, pagando um preço altíssimo. O anime segue a estrutura geral do mangá com poucas alterações nos eventos principais.
Algumas diferenças aparecem na ordem das batalhas e no desenvolvimento de certos pilotos. O anime suaviza um pouco o tom extremamente cruel do mangá em alguns momentos, e o final, embora parecido, tem nuances menos desesperadoras. São mudanças sutis, mas perceptíveis para quem compara as duas versões.
A adaptação começou seguindo o mangá com atenção, reproduzindo a viagem dimensional de Syaoran e companhia em busca das penas de Sakura. Os mundos visitados e os crossovers com outros títulos do grupo foram mantidos nos primeiros episódios.
Conforme avançava, o anime precisou inserir fillers longos e, no final, criou uma conclusão própria que ignora as reviravoltas mais complexas do mangá. O tom fica mais leve e romântico, sem mergulhar nas questões de identidade e sacrifício que o material original explora depois.
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Fonte: GameVicio
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