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14 animes tão complexos que exigem uma segunda maratona
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14 animes tão complexos que exigem uma segunda maratona

Publicado em 24 de janeiro de 2026 às 17:08

9 min de leitura

Alguns animes são diretos, pois você assiste, curte a história e pronto. Outros, porém, vão se revelando aos poucos, com camadas que só aparecem quando você já sabe o que vem pela frente. Não é que sejam confusos de propósito, mas a forma como contam a história, os temas que exploram ou os detalhes que espalham pedem uma segunda rodada para fazer sentido completo.

É comum terminar o último episódio e ficar com a sensação de que perdeu alguma coisa importante. Para quem ficou interessado, aqui vai uma seleção de animes que acontecem exatamente assim, e que, na maioria dos casos, revelam muito mais quando você volta neles.

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Koyomi Araragi ajuda garotas que enfrentam problemas sobrenaturais ligados às suas emoções e traumas. Cada arco foca em uma personagem diferente, com diálogos longos e cheios de jogos de palavras. A ordem de lançamento não é cronológica, e os episódios pulam no tempo.

Temas como culpa, autoaceitação e saúde mental são tratados de forma indireta, muitas vezes através de monstros. Revisitando em ordem cronológica ou depois de terminar tudo, as conexões entre os arcos ficam claras. Diálogos que pareciam só exibicionismo revelam informações importantes sobre o passado dos personagens.

A obra acompanha Rakka, uma garota que acorda num mundo estranho com asas nas costas e uma auréola na cabeça, sem lembrar do passado. Ela vive numa cidade isolada com outras “haibane” como ela, seguindo regras rígidas e lidando com questões de culpa e redenção que nunca são explicadas diretamente.

O ritmo é calmo, quase contemplativo, com episódios que parecem só mostrar o dia a dia: trabalhos simples, conversas tranquilas, pequenos conflitos internos. Na primeira vez, muita gente acha bonito, mas fica com a sensação de que não aconteceu nada ou que o final é vago demais. Reassistindo, você percebe como cada detalhe cotidiano, uma parede rachada, um pássaro que não voa, uma data no calendário, é uma metáfora para o processo de lidar com traumas e buscar perdão.

A história se passa num futuro distante, onde humanos e robôs convivem em cidades domo controladas. A protagonista, Re-l Mayer, começa a investigar uma série de eventos estranhos e acaba mergulhando numa jornada que questiona o que significa ser humano. Na primeira vez, é fácil se perder no ritmo lento e nas mudanças de foco.

O anime traz referências filosóficas constantes, de Descartes a Nietzsche, misturadas com símbolos religiosos que não são explicados diretamente. Muitas cenas parecem desconexas até você perceber que elas estão construindo uma ideia maior sobre identidade e consciência. Na segunda assistida, os diálogos ganham outro peso porque você já conhece o destino dos personagens. Aquilo que parecia só uma conversa aleatória vira pista importante, e o final, que pode frustrar na primeira vez, começa a fazer mais sentido.

Mima, uma idol que decide virar atriz, começa a perder a noção do que é real enquanto é perseguida por um fã obsessivo. O filme mistura cenas de show, filmagem e alucinações sem avisar. Satoshi Kon brinca o tempo todo com a percepção do espectador, fazendo questionar o que de fato aconteceu.

Na primeira vez, o suspense funciona, mas o final pode deixar dúvidas. Na segunda, você separa melhor realidade de ilusão e entende as críticas à indústria do entretenimento e à perda de identidade das celebridades.

Um grupo de alunos do ensino médio acorda num mundo vazio onde a realidade não para de mudar: dimensões se sobrepõem, regras da física quebram, e cada pessoa desenvolve poderes estranhos ligados aos seus conflitos internos. A narrativa pula entre personagens e episódios que parecem desconexos.

O anime joga conceitos filosóficos e existenciais sem explicar nada: liberdade, propósito, o valor das regras sociais. Na primeira maratona, é fácil se perder no surrealismo e achar que é só uma sequência de ideias aleatórias. Na segunda vez, sabendo o arco geral, você nota como cada mundo alternativo reflete o crescimento ou a estagnação de alguém específico.

Durarara!!

Toda a ação acontece em Ikebukuro, um bairro de Tóquio cheio de personagens excêntricos. Um cara superforte que procura briga, uma garota sem cabeça que controla uma moto sem faróis, um informante que mexe os pauzinhos nos bastidores. A narrativa pula de um ponto de vista para outro o tempo todo.

O grande desafio é acompanhar como essas histórias aparentemente separadas se conectam. Cada episódio apresenta novos detalhes e, às vezes, volta no tempo para mostrar o mesmo evento de outro ângulo. Na primeira maratona, muita gente se perde nas relações entre os personagens. Quando você assiste de novo, já sabendo quem é quem, fica mais fácil perceber as pistas deixadas desde o início. As motivações de cada um ganham profundidade, e o caos organizado da cidade faz mais sentido.

Lain Iwakura, uma garota tímida, começa a se envolver com a Wired, uma espécie de internet que borra as linhas entre o físico e o digital. A obra questiona o que é consciência, Deus e realidade. A narrativa é fragmentada, com episódios que parecem desconexos e visuais experimentais.

Na primeira assistida, muita gente termina sem entender quase nada. Revisitando, as peças se encaixam: cada camada de informação que parecia aleatória constrói a ideia central sobre conexão humana e identidade na era digital. O impacto filosófico cresce bastante.

A história se passa numa cidade onde adolescentes desaparecem e eventos estranhos acontecem à noite. A narrativa é fragmentada e cada episódio foca em personagens diferentes, muitas vezes mostrando o mesmo período de tempo sob ângulos distintos, com uma atmosfera pesada de horror psicológico.

O visual é escuro, com filtros granulosos e som distorcido, com os diálogos são crípticos e as conexões entre os casos só vão aparecendo aos poucos. Na primeira assistida, muita gente termina confusa, sem saber exatamente o que a Boogiepop é ou qual foi a sequência real dos eventos. Revisitando, você consegue montar a linha do tempo e entender como cada história individual se encaixa no medo coletivo da cidade.

Um aparelho que permite entrar nos sonhos das pessoas cai em mãos erradas, e o mundo real começa a se misturar com o onírico. A dra. Atsuko Chiba usa sua persona Paprika para investigar dentro dos sonhos. A direção de Satoshi Kon usa cores, formas e transições impossíveis para representar o inconsciente.

Na primeira vez, é fácil se encantar com as imagens e perder o fio da trama. Na segunda, você acompanha melhor a linha entre realidade e sonho e entende as críticas que o filme faz sobre tecnologia e privacidade mental. As cenas ganham camadas extras de significado.

Naoto Nandaba é um garoto comum que, de repente, tem a vida virada de cabeça para baixo quando uma mulher alienígena aparece pilotando uma guitarra e uma Vespa. A obra tem só seis episódios, mas joga referências, animações malucas e diálogos rápidos sem parar.

Tudo reflete o turbilhão da adolescência: hormônios, confusão, vontade de crescer e medo de crescer ao mesmo tempo. Na primeira vez, muita coisa parece só loucura visual sem propósito. Revisitando, você nota como cada absurdo representa um sentimento específico do protagonista. As metáforas ficam mais claras, e o crescimento emocional dele aparece de forma mais evidente.

Numa cidade subterrânea decadente, o protagonista perde membros do corpo e recebe próteses texhnolyzadas. A história avança devagar, quase sem explicações, mostrando um mundo à beira do colapso.

O ritmo é lento com diálogos mínimos, cenas longas e silenciosas. Na primeira vez, muita gente desiste por achar tudo muito obscuro. Na segunda, você já sabe o destino da cidade e presta mais atenção nos pequenos detalhes do cotidiano e nas relações de poder.

Steins;Gate

Okabe Rintarou e seus amigos descobrem por acidente uma forma de enviar mensagens para o passado usando um micro-ondas modificado. O que começa como brincadeira vira uma sequência de viagens no tempo cheias de consequências inesperadas.

O anime exige atenção total, pois cada mudança pequena no passado altera o presente de formas imprevisíveis. Na primeira assistida, é comum perder algum detalhe crucial e ficar confuso com as linhas do tempo. Sabendo o que acontece no final, a segunda vez mostra como tudo foi planejado desde o começo.

Neon Genesis Evangelion (e The End of Evangelion)

Shinji Ikari pilota um robô gigante para defender a humanidade de seres chamados Anjos, mas a obra vai muito além de batalhas mecha. O foco está na depressão, no medo de rejeição e nas relações complicadas entre os personagens.

O final do anime de TV é abstrato e deixa muita gente frustrada. O filme The End of Evangelion apresenta uma versão alternativa ainda mais intensa e simbólica. Reassistindo com o final em mente, você percebe quantos sinais de colapso psicológico foram dados desde os primeiros episódios. As escolhas dos personagens e as imagens religiosas fazem mais sentido.

Em uma Neo-Tóquio distópica, décadas depois de uma explosão que destruiu a cidade original, Kaneda lidera uma gangue de motociclistas adolescentes. Tudo muda quando seu amigo Tetsuo, após um acidente, é capturado pelo governo e submetido a experimentos que despertam poderes psíquicos devastadores. O filme acompanha a escalada do caos enquanto Tetsuo perde o controle e a cidade caminha para outra catástrofe.

A narrativa é extremamente densa, pois o filme mistura ação frenética, política conspiratória, experimentos militares e reflexões sobre poder absoluto. A velocidade das revelações, somada à quantidade de personagens secundários e subtramas, faz com que muita informação passe despercebida na primeira vez.

Na segunda assistida, com o enredo já conhecido, você começa a prestar atenção nos detalhes que foram plantados desde o início: as cicatrizes emocionais de Tetsuo, as referências ao “Akira” como força primordial, os paralelos com temas de criação e destruição. As motivações do governo, os conflitos de identidade e as críticas à ambição humana ganham contornos muito mais claros, transformando o que parecia só um espetáculo visual em uma obra bem mais profunda.

Bônus – Angel’s Egg

Num mundo deserto e onírico, uma menina de cabelos brancos vive sozinha, cuidando obsessivamente de um ovo grande que carrega consigo como se fosse o bem mais precioso. Ela vaga por ruínas góticas e evita sombras de peixes gigantes que nadam no céu. Um dia, aparece um homem misterioso carregando uma cruz nas costas, que começa a segui-la e questionar o que ela protege dentro do ovo.

O filme quase não tem diálogos e são 75 minutos de imagens hipnóticas, silêncios longos e movimentos lentos, com trilha sonora minimalista que reforça a sensação de vazio. Na primeira assistida, muita gente termina achando lindo visualmente, mas sem entender o que de fato aconteceu ou qual era o ponto de tudo aquilo, parece mais uma sequência de sonhos do que uma história com começo, meio e fim.

Fonte: GameVicio

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