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3 habilidades que separam profissionais obsoletos dos insubstituíveis na era da IA, segundo um bilionário do Vale do Silício
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3 habilidades que separam profissionais obsoletos dos insubstituíveis na era da IA, segundo um bilionário do Vale do Silício

Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 17:00

3 min de leitura

Resumo rápido!

Tony Robbins, empresário por trás de um império de US$ 6 bilhões, acredita que dominar padrões, identificá-los, usá-los e criá-los, é o único caminho para não ficar obsoleto nos próximos cinco anos, quando nanotecnologia, robótica e IA generativa redefinirem o mercado de trabalho global.

O mercado de trabalho já está atravessando uma virada estrutural que poucos estão preparados para encarar . Enquanto a maior parte dos profissionais ainda se pergunta “será que minha função vai ser automatizada?”, quem já está no jogo há décadas responde com outra provocação: não é sobre se você vai ser substituído, mas sobre quais habilidades você está construindo agora para se tornar insubstituível.

Não estamos falando de futurologia de palco motivacional . Goldman Sachs publicou recentemente um relatório afirmando que a revolução impulsionada por inteligência artificial, nanotecnologia e robótica mal começou, e que os próximos cinco anos vão testemunhar transformações mais profundas do que as últimas duas décadas combinadas . É nesse cenário que Tony Robbins, dono de 54 empresas e considerado o maior palestrante motivacional do mundo, decidiu compartilhar sua visão no podcast de Jay Shetty.

Com 66 anos, Robbins não é exatamente um nativo digital, mas comanda um império que fatura US$ 6 bilhões anuais . Sua perspectiva é particularmente valiosa porque vem de alguém que já navegou múltiplas ondas de disrupção e sobreviveu contando histórias sobre isso.

As três Habilidades

Tony Robbins Esqueça “aprender Python” ou “fazer um curso de prompt engineering”. Robbins vai mais fundo, e, curiosamente, mais analógico.

  1. Reconhecer Padrões (A Base: Matar o Pânico)

A primeira competência que ele defende é aprender a identificar padrões históricos . O argumento é simples: a sensação de que “nunca passamos por isso antes” é falsa. A Revolução Industrial também gerou desemprego em massa antes de criar novos tipos de trabalho. A internet matou profissões inteiras e criou outras, influenciadores digitais, por exemplo.

Reconhecer que ciclos de disrupção já aconteceram, e que a humanidade encontrou saídas, reduz o medo paralisante que impede as pessoas de agir. É o equivalente tecnológico de entender que crises econômicas são cíclicas: quem sabe disso não entra em pânico, ajusta a estratégia

  1. Dominar o Uso de Padrões (A Tática: Copiar Antes de Criar)

A segunda habilidade é aplicar padrões de sucesso observados em outros contextos . Robbins chama isso de “ficar nos ombros de gigantes”, essencialmente, modelar comportamentos que já funcionaram .

Na prática, isso significa: se você vê que profissionais de design gráfico que migraram para motion graphics conseguiram se manter relevantes quando o Canva democratizou layouts estáticos, replique a lógica. Se startups que adotaram IA como copiloto (e não substituto) cresceram 3x mais rápido, estude como elas fizeram isso. O padrão já está aí, você só precisa enxergá-lo e adaptá-lo para sua realidade.

  1. Criar Novos Padrões (A Estratégia: Virar Referência)

A terceira, e mais difícil, é inventar seus próprios padrões para liderar mercados emergentes . Aqui, Robbins separa quem compete de quem domina. Não basta mais ser bom em executar; é preciso ser capaz de desenhar novos modelos de negócio, fluxos de trabalho ou frameworks que outros passarão a copiar .

Pense em criadores de conteúdo que não apenas usam IA para editar vídeos, mas que desenvolvem metodologias próprias de roteirização assistida por LLMs, e vendem isso como curso. Ou em desenvolvedores que criam ferramentas no code específicas para nichos que o ChatGPT ainda não atende bem. Esses são os novos “criadores de padrões”.

A proposta de Robbins vai na contramão do discurso genérico de “se adapte ou morra”. Ele defendendo uma postura que passa por aprender a aprender observando o que já funcionou, aplicando isso com inteligência e, eventualmente, criando algo que ninguém mais tem .

Ignorar Isso pode ter um custo altíssimo

A mensagem final de Robbins no podcast foi direta: “Essas três habilidades são como você pode competir ou ter sucesso” . Não é sobre idade, não é sobre diploma, é sobre estar disposto a observar, adaptar e inovar.

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Fonte: Hardware.com.br

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