
A dor no bolso: RTX 5090 morre dias após overclocker instalar um segundo conector de 16 pinos
Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 13:00
2 min de leituraNo mundo do overclocking extremo, o silício tem limites implacáveis. Se o consumo base e o monstruoso dissipador térmico da nova NVIDIA GeForce RTX 5090 já impressionam o usuário comum, para a comunidade de quebra de recordes, a configuração de fábrica é apenas o ponto de partida.
O problema é quando o ponto de chegada é a morte permanente de um hardware que custa milhares de dólares. Uma cobiçada RTX 5090 modificada para extrair energia dupla acabou por “falecer” poucos dias após sofrer alterações físicas severas na sua placa de circuito impresso (PCB).
A anatomia de um desastre anunciado
Para entender o que levou ao fim prematuro da GPU topo de linha da arquitetura Blackwell, é preciso dissecar a modificação (o mod). A RTX 5090 original utiliza o conector de energia 12V-2×6 para a sua alimentação. No entanto, para alcançar frequências absurdamente altas e quebrar recordes mundiais em benchmarks, especialistas da área procuram formas de contornar os limites totais de energia (TGP) impostos pela BIOS e pelo design elétrico da fabricante.
A modificação letal envolveu dois passos cirúrgicos e eletricamente perigosos:
• Soldar um segundo conector de 16 pinos: Aproveitando trilhas elétricas na PCB original que muitas vezes não são totalmente utilizadas no modelo de varejo, os modders soldaram fisicamente uma segunda entrada de energia na placa. O objetivo? Dobrar a capacidade teórica de alimentação que a GPU poderia puxar da fonte.
• O clássico “Shunt Mod”: Esta é uma técnica velha conhecida da comunidade. Consiste em substituir (ou soldar por cima) os minúsculos resistores de detecção de corrente (os shunts) da placa por versões de resistência quase nula. Isso “engana” a telemetria interna do chip, fazendo a placa de vídeo acreditar que está a consumir muito menos energia do que a realidade, impedindo que os sistemas de segurança cortem a performance (power throttling).
Com estas duas alterações pesadas, o objetivo do projeto era empurrar a RTX 5090 de forma sustentada para um consumo absurdo na casa dos 800W reais.
O limite da força bruta
A placa de fato atingiu níveis insanos de performance inicial, mas a glória térmica foi efêmera. Submeter o núcleo da GPU (o chip em si) e, principalmente, as delicadas fases do sistema de regulação de tensão (os componentes do VRM) a correntes elétricas tão massivas gerou um estresse fatal no material. A degradação elétrica contínua e o superaquecimento de componentes adjacentes culminaram com o óbito permanente da placa dias após o início dos testes pesados.
Fonte: Hardware.com.br
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