
Albânia aponta sua IA Diella como ministra para combater corrupção em licitações públicas
Publicado em 20 de setembro de 2025 às 08:02
2 min de leituraEm uma iniciativa inédita para enfrentar a corrupção, a Albânia acaba de elevar sua assistente virtual Diella ao status de ministra, tornando-se o primeiro país a oficialmente integrar uma inteligência artificial ao gabinete governamental. A nomeação surpreendente foi anunciada pelo primeiro-ministro Edi Rama na semana passada, com a missão específica de gerenciar licitações públicas e eliminar fraudes no sistema de contratações do Estado.
Antes de sua promoção, Diella já operava como assistente digital na plataforma e-Albania, ajudando cidadãos e empresas a navegar pelos serviços públicos online. Representada por um avatar com trajes folclóricos albaneses, a IA foi desenvolvida em parceria estratégica com a Microsoft, utilizando tecnologias como Azure OpenAI e modelos avançados de processamento de linguagem natural.
A decisão de elevar a IA Diella ao gabinete ministerial surge em um contexto crítico para o país balcânico. A Albânia enfrenta décadas de escândalos de corrupção, particularmente em contratos públicos, o que tem prejudicado significativamente suas aspirações de integrar a União Europeia. Segundo Rama, a inteligência artificial garantirá que as licitações sejam “100% livres de corrupção“, além de acelerar processos governamentais com maior transparência.
Albânia aponta sua IA Diella como ministra para combater corrupção em licitações públicas 4 “Diella é o primeiro membro do gabinete que não está fisicamente presente, mas foi criado virtualmente”, declarou o primeiro-ministro albanês, apostando na tecnologia como solução para um dos problemas mais persistentes do país. A iniciativa contrasta com outros projetos europeus de IA governamental, como o recente modelo suíço totalmente aberto, já que o governo albanês não divulgou detalhes sobre os dados que alimentam Diella ou como será feita a supervisão humana do sistema.
A nomeação da IA como ministra, entretanto, não foi recebida sem resistência. A oposição política, liderada por Gazmend Bardhi do Partido Democrata, classificou a medida como inconstitucional. “A palhaçada do primeiro-ministro não pode ser transformada em atos legais do Estado albanês”, criticou o político, questionando a validade jurídica da decisão.
Especialistas em direito constitucional apontam diversas barreiras legais para o reconhecimento oficial de Diella como integrante do gabinete. Não está claro se o parlamento albanês votará para aprovar formalmente o “cargo virtual” ou como serão definidas as responsabilidades legais da IA. O próprio presidente do país, Bajram Begaj, tem evitado se referir à Diella como ocupante de uma posição ministerial em suas declarações públicas.
O caso albanês levanta questões fundamentais sobre o futuro da governança digital e os limites da integração de IAs em estruturas estatais tradicionais, especialmente em funções de alto escalão que historicamente exigem responsabilização humana e juramentação constitucional.
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Fonte: Hardware.com.br
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