Asus ProArt P16
Publicado em 21 de setembro de 2025 às 12:20
2 min de leituraSe olharmos friamente para os laptops para "criadores", podemos dizer que são PC para jogos que não trazem as luzinhas e o design mais arrojado típicos desses modelos. São como aqueles carros que andam muito, mas que, por fora, parecem servir apenas para ir fazer as compras do mês ao supermercado ou dar uma voltinha ao fim de semana.
Digo isto porque este Asus traz 32 GB de RAM, um SSD com 1 TB, um processador AMD Ryzen AI 9 e uma gráfica RTX 5070 da Nvidia, uma configuração que permite jogar praticamente qualquer título actual com definições muito aceitáveis, sem perder frames. No entanto, a Asus adicionou uns pormenores que o adaptam para quem o quiser usar para editar vídeo e fotos ou trabalhar com gráficos 3D.
Entradas dos dois lados
Um dos pormenores de que gostámos mais foi das portas USB-A e USB-C nos dois lados do chassis, uma realidade que não é habitual nos portáteis da Asus. Este facto melhora a qualidade de vida dos utilizadores, porque podemos, por exemplo, usar um rato do lado esquerdo ou do lado direito, sem andar a gerir cabos. Outro pormenor é a roda integrada no trackpad: faz lembrar a clickwheel do iPod e permite programar várias acções, dependendo do software usado. Por exemplo, podemos navegar rapidamente na timeline de um software de vídeo sem ter de usar o rato, ou ampliar/reduzir a visualização num programa de edição de imagem.
O ecrã de dezasseis polegadas OLED oferece imagens com muita qualidade, mas a taxa de actualização máxima está limitada aos 60 Hz. Um aspecto que nos faz alguma confusão tem que ver com o facto de ser sensível ao toque, dado que este PC não pode ser transformado em tablet. A Asus diz que se pode usar uma caneta, mas o ecrã é instável demais para se conseguir fazer muito mais que tocar em botões.
Desempenho de topo
Como é normal, as placas gráficas dedicadas (a que, actualmente, a malta do marketing decidiu começar a chamar apenas ‘GPU’) não servem apenas para jogar. Há muito software que beneficia do seu poder de processamento paralelo, como a codificação de vídeo, a renderização 3D ou a IA. Neste caso, a RTX 5070 aliada ao CPU da AMD faz com que esta máquina sirva para desempenhar praticamente qualquer tipo de tarefa, seja criação de conteúdos ou jogos. Ao mesmo tempo, a autonomia surpreendeu-nos bastante pela positiva.
Distribuidor: Asus
Preço: €3299
• PCMark 10 Geral: 8308
• PCMark 10 Produtividade: 10 910
• PCMark 10 Bateria: 648 minutos
• 3D Mark Wildlife: 20 041
• Procyon IA Computer Vision: 1772
Fonte: PCGuia (PT-PT)
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