Blizzard afirma que irá explorar a IA generativa, mas promete manter o “padrão artesanal” dos seus jogos
Publicado em 8 de fevereiro de 2026 às 22:40
2 min de leituraA Blizzard confirmou oficialmente que está explorando o uso de inteligência artificial generativa no desenvolvimento de seus jogos, seguindo uma abordagem que prioriza os valores da empresa e a criatividade das equipes.
Johanna Faries, presidente da Blizzard, revelou durante uma coletiva de imprensa que a empresa está adotando uma postura aberta em relação à nova tecnologia. "Gosto quando somos guiados pelo desenvolvimento em nossa abordagem. Queremos que nossas equipes possam utilizar ou explorar qualquer nova tecnologia disponível, na medida em que se sintam confortáveis em fazê-lo de maneira responsável", explicou.
A executiva também confirmou a existência de uma equipe centralizada específica para IA dentro da Blizzard, responsável por avaliar e orientar como essas tecnologias podem ou devem ser implementadas nos ciclos de desenvolvimento da empresa.
"O que é ótimo é que essa equipe é multifuncional, então teremos vozes de todos os lados pensando não apenas no que está em alta agora, mas onde queremos estar daqui a 5, 10 anos", destacou Faries. A presidente também enfatizou a importância de equilibrar inovação e valores: "Queremos desenvolvedores felizes, mas na medida em que a IA pode acelerar nosso processo criativo, também precisamos garantir que seja uma ferramenta alinhada com nossos valores como empresa".
Esta não é a primeira vez que a Blizzard e IA generativa aparecem conectadas. Em 2023, a empresa desenvolveu internamente uma ferramenta de IA chamada Stable Diffusion, treinada com as próprias obras de arte da companhia. Na época, um e-mail de Allen Adham, um dos co-fundadores da Blizzard, mencionava aplicações potenciais como "clonagem de voz", "programação de jogos", "combate à toxicidade" e até "NPCs inteligentes e autônomos".
Gabriel Gonzalez, artista líder de World of Warcraft, já havia comentado publicamente sobre o uso de IA para eliminar tarefas repetitivas, como ajustar capacetes para se adequarem a diferentes raças do jogo. "A filosofia é sempre como liberar mais tempo para nossa equipe ser criativa, e eliminar o trabalho monótono", afirmou o artista.
Por outro lado, Aaron Keller, diretor de Overwatch, adotou uma postura mais cautelosa, destacando que "no momento, não usamos IA para criar personagens ou jogabilidade". Segundo Keller, o padrão artesanal da Blizzard continua sendo prioridade: "Para nós, é mais importante acertar nos detalhes e garantir que a jogabilidade seja impecável e mantenha o padrão Blizzard, em vez de tentar criar algo o mais rápido possível".
Fonte: GameVicio
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