
Como é o ano novo em outros países? Conheça seis tradições inusitadas pelo mundo
Publicado em 31 de dezembro de 2025 às 18:00
2 min de leituraAdeus ano velho, feliz ano novo. Para quem vive no Brasil e busca comemorar o novo tempo que começou, o que não faltam são opções e superstições: estourar um espumante, pular sete ondas na praia, matutar por horas a fio qual cor de calcinha melhor atende seus anseios para o ano que vem, e por aí. Tudo vale para chegar com o pé na porta em um novo recomeço.
Tudo mesmo. Os jeitos que a humanidade inventou para celebrar cada giro que a Terra completa ao redor do Sol são variados e tendem a ser bem criativos. Ao redor do mundo, até a data da festa varia. No calendário lunissolar chinês, por exemplo, a virada para 2026 cai no dia 17 de fevereiro do nosso calendário gregoriano, e a data vai mudando a cada ano.
Agora, se a roupa branca e a lentilha já estão ficando enjoativas, vale olhar para algumas das outras numerosas tradições de ano novo que a história da humanidade germinou em todo o planeta. (Mas com cuidado, porque algumas dessas variam entre o perigoso e o criminoso).
- Finlândia: Prever o futuro com metal derretido
Desde o século 18, é comum entre os finlandeses tentar prever o que o ano porvir trará derretendo pequenas ferraduras de estanho. Derramado na água, esse metal liquefeito volta ao estado sólido rapidamente, e toma formas bem curiosas. Cada uma com uma interpretação própria. Se lembra uma borboleta, o que vem por aí é amor e sucesso. Se parece um cachorro, espere amor e sucesso. Se o que surge é uma arma, aí seu relacionamento amoroso vai passar por uns maus bocados.
O fundamento dessa tradição é a pareidolia, o mesmo fenômeno psicológico que leva o cérebro a reconhecer rostinhos em tomadas ou animais em nuvens.
Mas cuidado: aquecido, o estanho libera chumbo, um metal pesado bem tóxico. Em 2018, as autoridades finlandesas chegaram a restringir o uso das ferraduras para esse fim por causa do perigo. A recomendação é que o material seja substituído por cera ou açúcar.
- Dinamarca: Quebrar a louça na porta dos amigos
–Jennifer A Smith/Getty Images Ainda nos países nórdicos, os dinamarqueses cultivam um hábito um pouco mais caótico: quebrar pratos na porta de seus amigos mais queridos. Parece agressivo, mas é um jeito de demonstrar afeto. Simbolicamente, a ideia é que, junto com a louça, quebram junto os infortúnios e as más energias do ano que passou, e os estilhaços que sobram viram um desejo de boa sorte.
Isso tudo também depois de dar um pulinho logo na virada da meia noite.
Fonte: Superinteressante
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