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Crise dos chips: Preço da DDR5 para desktop estabiliza na Europa, mas SSDs e RAM para notebooks seguem em alta
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Crise dos chips: Preço da DDR5 para desktop estabiliza na Europa, mas SSDs e RAM para notebooks seguem em alta

Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 13:00

2 min de leitura

Se você tem acompanhado o noticiário de hardware nos últimos meses, sabe que a “crise das memórias” tem sido o grande fantasma de 2026. No entanto, novos dados do mercado europeu revelam que a tempestade não está atingindo todos os segmentos com a mesma força. Enquanto o mercado de PCs de mesa (desktops) começa a respirar, o setor de notebooks caminha para uma inflação severa.

Um levantamento detalhado feito pelo portal alemão 3DCenter mostrou uma clara divergência no comportamento dos preços nas últimas semanas. Para o alívio dos entusiastas que montam suas próprias máquinas, o custo dos módulos de memória DDR5 para desktop finalmente estabilizou. Após a disparada contínua, os preços permaneceram estáveis nas duas primeiras semanas de fevereiro, indicando que o teto pode ter sido alcançado.

O pesadelo dos portáteis

A situação muda drasticamente quando olhamos para as memórias SO-DIMM (o padrão compacto utilizado em laptops). De acordo com os dados, os pentes de RAM para notebooks sofreram um aumento de 23,4% em apenas um mês.

Isso explica de forma técnica e mercadológica por que gigantes da indústria de computadores móveis estão alterando suas tabelas. A Acer, por exemplo, já anunciou publicamente que seus notebooks sofrerão um aumento de preço a partir do dia 20 de fevereiro. É uma matemática implacável: se o custo da memória RAM e do armazenamento sobe quase um quarto em 30 dias, as fabricantes são forçadas a repassar a conta imediatamente para o produto final.

O buraco é mais embaixo

Apesar da aparente “estabilidade” no mercado de desktops relatada em fevereiro, a fotografia do último ano é assustadora. O 3DCenter destaca que, desde meados de 2025, os kits de memória DDR5 para computadores de mesa acumulam uma alta absurda de 340%. O fato de o preço ter “parado de subir” agora significa apenas que o componente estagnou no seu patamar mais caro da história recente.

Além da RAM, o relatório europeu alerta que discos rígidos (HDDs), placas de vídeo e, principalmente, unidades de armazenamento SSD continuam em viés de alta contínua.

A conclusão para o consumidor brasileiro é uma só: se a sua ideia para 2026 era comprar um notebook novo, o tempo para conseguir os valores dos estoques antigos está se esgotando rapidamente. Já para quem vai montar um desktop, o cenário exige pesquisa fria, mas garante estoques mais regulares nas prateleiras.

Fonte: Hardware.com.br

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