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DLSS 4.5 derruba performance em até 30% nas RTX 20 e 30; entenda o por quê
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DLSS 4.5 derruba performance em até 30% nas RTX 20 e 30; entenda o por quê

Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 14:30

2 min de leitura

Resumo rápido!

A nova geração da tecnologia de upscaling da NVIDIA trouxe melhorias visuais inegáveis, mas testes independentes revelam quedas de até 30% em performance para usuários de GeForce RTX da série 20 e 30. O problema está na incompatibilidade com cálculos FP8, recurso exclusivo das GPUs mais recentes.

Dois levantamentos técnicos, um da publicação alemã ComputerBase e outro do canal Hardware Unboxed, jogaram água fria na empolgação inicial em torno do DLSS 4.5. As análises colocaram lado a lado gerações distintas de GeForce RTX executando títulos populares, alternando entre DLSS 4 e a versão 4.5 recém-lançada.

Os números do ComputerBase mostram um cenário dividido: enquanto a RTX 5070 Ti e a RTX 4080 Super registram perdas modestas de 3-5% ao ativar o DLSS 4.5, modelos como a RTX 3090 Ti e a veterana RTX 2080 Ti entregam quedas de até 12% em média.

O Hardware Unboxed foi ainda mais fundo. Testando a RTX 5070 (12GB VRAM) no modo Qualidade, certas situações mostraram redução superior a 10% no framerate. Para as gerações Ampere e Turing, o tombo foi brutal: entre 20% e 30% de perda em alguns títulos.

Quando o “Upgrade” Vira Downgrade

O mais irônico? Em determinados cenários, ativar o DLSS 4.5 Qualidade nas placas antigas resultou em performance inferior ao modo nativo — exatamente o oposto do que a tecnologia deveria fazer.

Modelo GPU Perda Média (DLSS 4.5) Pior Caso Registrado

RTX 5070 Ti 3-5% ~10%

RTX 4080 Super 3-5% ~8%

RTX 3090 Ti 12% ~25%

RTX 2080 Ti 12-15% ~30%

O culpado tem Nome: FP8

A raiz do problema está na arquitetura. O DLSS 4.5 foi otimizado para cálculos em ponto flutuante de 8 bits (FP8), recurso presente apenas nas GPUs Blackwell e Ada Lovelace mais recentes. Chips Ampere e Turing simplesmente não têm esse hardware dedicado, forçando a engine a fazer malabarismos com instruções menos eficientes.

É uma situação similar ao que vimos com o ray tracing de primeira geração: tecnicamente possível nas placas antigas, mas com custo proibitivo de performance.

“Como as placas RTX das séries 20 e 30 não suportam FP8, o impacto no desempenho será maior em comparação com o hardware mais recente, e esses usuários podem preferir manter a predefinição Model K (DLSS 4.0) existente para obter taxas de quadros mais altas”, destacou a NVIDIA em seu fórum oficial.

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Fonte: Hardware.com.br

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