Em 1983, Steve Jobs fez uma previsão sobre IA que só agora entendemos — e ela assusta pela precisão
Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 16:00
3 min de leituraNota do Editor: Durante o recesso, estamos republicando matérias que foram destaque ao longo de 2025. Este conteúdo foi originalmente publicado em 18 de julho de 2025. Nossa cobertura regular retorna na próxima segunda-feira, 05 de janeiro de 2026. Abraço!
Muito antes da Siri, do ChatGPT ou de qualquer hype em torno de inteligência artificial generativa, Steve Jobs subiu ao palco da International Design Conference, em 1983, com um recado urgente: ele falou sobre computadores que seriam capazes de simular mentes humanas, responder como Aristóteles e, talvez, um dia… se tornarem autoconscientes. O mais surpreendente? Ele disse que essa era exatamente a razão pela qual fazia o que fazia.
A tenda, a gravata e o aviso: "nós precisamos de vocês"
Era uma manhã ensolarada em Aspen, junho de 1983. Steve Jobs tinha 28 anos, usava uma gravata borboleta listrada (paga com o cachê simbólico de 60 dólares, como brincou), e subia ao palco de uma tenda projetada por Eero Saarinen, cercado por campos floridos. A plateia era formada por centenas de designers — muitos dos quais nunca tinham usado um computador.
Jobs sabia disso. Riu, tirou o paletó e deixou-o amassado no chão. Encarou os presentes com humildade e propósito: "Uma das razões pelas quais estou aqui é porque preciso da ajuda de vocês".
Ele não queria apenas vender computadores. Queria evitar um desastre
Na noite anterior, havia apresentado o Apple Lisa, com mouse e interface gráfica — uma revolução que dispensava comandos de texto e permitia desenhar na tela. Mas naquela manhã, o que Jobs queria mesmo era discutir o que viria depois.
Ele previu que, até 1986, os computadores pessoais venderiam mais que carros. Que as pessoas passariam horas por dia interagindo com essas máquinas. E que isso aconteceria "mesmo que os computadores parecessem um lixo" — uma cutucada direta no IBM PC, que acabara de superar o Apple II em vendas.
"Temos a chance de fazer desses objetos algo bonito. E custa o mesmo fazer algo feio ou algo inspirador."
Jobs via a chegada dos computadores como um "primeiro encontro com a sociedade". E temia que, se mal projetados, eles se tornassem apenas mais um "pedaço de sucata tecnológica". Por isso, pediu aos designers que não deixassem a responsabilidade apenas nas mãos dos engenheiros.
Uma previsão impressionante sobre IA e consciência das máquinas
É nesse contexto que Jobs dispara uma das falas mais surpreendentes da conferência:
"Se conseguirmos criar máquinas que absorvam uma visão de mundo, talvez um dia possamos perguntar a elas: ‘O que Aristóteles teria dito sobre isso?’ E talvez elas acertem. Ou talvez não. Mas isso me empolga. É por isso que eu faço o que faço."
A fala ecoa, palavra por palavra, o conceito de modelos de linguagem generativos, como o ChatGPT ou o Gemini, que se alimentam de conhecimento humano e tentam replicar raciocínio.
Jobs também toca num ponto raramente mencionado em 1983: a autoconsciência artificial. Questiona se computadores poderiam, algum dia, se tornar conscientes de si mesmos. E vai além:
Fonte: Hardware.com.br
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