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Estamos “insatisfeitos com a IA generativa de baixa qualidade”, diz CEO da Razer
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Estamos “insatisfeitos com a IA generativa de baixa qualidade”, diz CEO da Razer

Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 09:50

4 min de leitura

A Razer é obviamente mais conhecida por fabricar mouses, teclados e PCs gamers em seu característico preto e verde vibrante. Porém, a empresa sempre faz anúncios impactantes na CES, e este ano não foi diferente. E, junto com a expectativa, houve muita controvérsia.

E, sem surpresa, a polêmica girou ao redor de um assistente de Inteligência Artificial. O Projeto Ava é uma assistente virtual com IA que tem presença física no mundo real como um holograma de anime que fica dentro de um frasco na sua mesa. E ela é alimentada pelo Grok, de Elon Musk.

Porém, os próprios gamers tem sido bastante hostis à IA, o que pode ser visto nos comentários das postagens da Razer sobre IA na CES. Assim, durante uma entrevista ao Decoder, Nilay Patel perguntou ao CEO da Razer, Min-Liang Tan, sobre o assunto.

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Resposta surpreendente

Min-Liang se identifica como um gamer e, neste contexto, a primeira questão que Min colocou foi a “Com o que estamos insatisfeitos?”. Na sua opinião, os gamers estão “insatisfeitos com a IA generativa de baixa qualidade”. E deixou claro que, ao menos, ele está.

Em sequência, ele adicionou que, “como qualquer jogador, quando jogo, quero me sentir envolvido, quero estar imerso, quero ser competitivo. Eu não quero ver modelos de personagens com dedos extras e coisas do tipo, ou histórias mal escritas”.

“Acredito que todos os jogadores gostariam de jogos melhores, mais divertidos e mais envolventes, e se a IA puder ajudar a criar isso por meio de um controle de qualidade melhor, então eu apoio totalmente.”

E, tendo deixado claro que se incomoda com “IA de baixa qualidade gerada a partir de alguns comandos básicos” (como todo mundo), ele acrescentou que vê com bons olhos “ferramentas que aprimorem ou auxiliem os desenvolvedores a criar jogos excelentes”.

Neste sentido, ele defende que os gamers deverão gostar desse tipo de ferramenta que, aparentemente, nem ele sabe nomear onde existe. Tanto que admite que a Razer está trabalhando para fornecer esse tipo de assistência de IA. No caso, trata-se de um “assistente de controle de qualidade (QA)”.

Créditos: Razer.

Min-Liang destaca que controle de qualidade tende a ser um processo caro e muitos os jogadores dificilmente conseguem ver isso. Trata-se de algo que pode representar de 30% a 40% do custo total e atrasar o lançamento de jogos por um longo período.

Assim, a ferramenta que eles estão desenvolvendo trabalha em conjunto com o humano testador de QA, ajudando a preencher o formulário e encaminhá-lo para a solução. O processo fica acelerado, todos ganham tempo, mas não há perda das qualidades humanas necessárias para o bom resultado.

“Acreditamos que a IA é uma ferramenta para ajudar os desenvolvedores de jogos a criarem jogos melhores. Neste caso, em vez de substituir a criatividade humana — e isso é algo que eu pessoalmente defendo com muita paixão — queremos descobrir como usar a IA na indústria de jogos para que ela execute as tarefas com mais eficiência”.

Custos elevados

Min-Liang também destacou que o aumento dos preços de RAM também contribui para a insatisfação dos jogadores com a IA. E destacou que ele mesmo não gosta disso, lembrando da disputa de jogadores e mineradores de criptos pelas GPUs.

Porém, a Razer não está fora do mercado de Inteligência Artificial e anunciou um investimento de US$ 600 milhões (R$ 3,2 bilhões) em IA nos próximos anos e a contratação de mais de 100 engenheiros. Se o resultado for algo como o prometido, talvez a empresa consiga fazer os jogadores mudarem de ideia sobre a IA.

O que se pode dizer, por hora, é que a afirmação é, no mínimo, ousada. Agora, a posição do CEO contra os vários produtos de IA que estão saindo (e ninguém está gostando) ajuda a valorizar a opinião dele.

Também resta saber se a Razer, de fato, conseguirá dar o exemplo e criar uma ferramenta de IA que reforce essa posição. Se isso não for possível, para muitos, o melhor será só desistir.

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Fonte: Adrenaline

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