
Estudo sugere que jogar videogame por mais de 10 horas semanais pode prejudicar a saúde
Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 11:12
2 min de leituraUm estudo recente aponta que jogar videogame em excesso pode trazer impactos negativos à saúde, especialmente entre jovens universitários. A pesquisa, publicada na revista Nutrition e divulgada pelo Medical Xpress, analisou como longas sessões semanais de jogos influenciam hábitos alimentares, sono e peso corporal.
O trabalho foi conduzido por uma equipe internacional de 10 pesquisadores, sob liderança do professor Mario Siervo, da Curtin School of Population Health, na Austrália. Ao avaliar 317 estudantes de cinco universidades do país, com idade média de 20 anos, os cientistas observaram que jogadores que ultrapassam a marca de 10 horas semanais tendem a apresentar mais problemas relacionados à dieta, ao descanso e ao ganho de peso.
Segundo os pesquisadores, estudantes que jogavam até 10 horas por semana tinham padrões bastante semelhantes de alimentação, sono e peso. As diferenças mais claras surgiram apenas entre aqueles que passavam desse limite, grupo que demonstrou maior distanciamento de hábitos considerados saudáveis.
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Para a análise, os participantes foram divididos em três categorias: jogadores ocasionais (até 5 horas por semana), moderados (entre 5 e 10 horas) e intensivos (mais de 10 horas). Os resultados indicaram que os jogadores intensivos apresentaram pior qualidade alimentar e índices mais altos de obesidade. O índice de massa corporal (IMC) médio desse grupo foi de 26,3 kg/m², valor geralmente associado ao sobrepeso, enquanto os demais grupos permaneceram dentro da faixa considerada saudável.
O sono também apareceu como um ponto de atenção. Apesar de todos os participantes relatarem dificuldades para dormir, os jogadores moderados e intensivos tiveram resultados ainda piores, com o tempo dedicado aos games sendo apontado como um dos principais fatores de interrupção do descanso adequado.
De acordo com o estudo, cada hora adicional de jogo por semana esteve associada a uma piora na qualidade da alimentação, mesmo quando fatores como estresse e nível de atividade física foram levados em conta. Os autores ressaltam, no entanto, que a pesquisa não comprova uma relação direta de causa e efeito, mas identifica um padrão que merece atenção.
Ainda assim, os pesquisadores destacam que o cenário não é irreversível. Como hábitos adquiridos na universidade costumam acompanhar os jovens ao longo da vida adulta, mudanças simples, como fazer pausas durante as partidas, evitar jogar até tarde da noite e optar por lanches mais saudáveis, podem contribuir para uma melhora significativa no bem-estar geral.
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Fonte: GameVicio
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