Ex-desenvolvedor da Capcom defende estratégias da Nintendo e diz que medidas ajudam toda a indústria
Publicado em 14 de setembro de 2025 às 13:05
2 min de leituraA Nintendo anda implementando novas estratégias que acabam gerando polêmicas entre os jogadores. No entanto, segundo um ex-desenvolvedor da Capcom, servem não apenas para seus próprios interesses, mas também como escudo protetor para empresas menores da indústria de jogos. As declarações surgiram após recentes polêmicas envolvendo os ‘key card‘ e o aumento de preços nos jogos da gigante japonesa.
Em uma publicação no X, Masakazu Sugimori reconheceu que existe uma crítica legítima ao sistema de cartuchos com chave digital, já que estes permitem que um produto legalmente adquirido se torne injogável a critério da editora. No entanto, ele rebateu questionando o mesmo dos produtos físicos: "Mas os bens não digitais podem ser usados para sempre? Na maioria dos casos, não. Itens físicos têm uma vida útil e eventualmente quebram. Produtos digitais, por outro lado, não têm esse desgaste natural".
Sugimori argumenta que os key card ajudam a combater a pirataria e reduzem riscos de estoque não vendido. Quanto ao polêmico aumento de preços dos jogos, ele contextualiza essa decisão em um cenário de custos de desenvolvimento cada vez maiores, onde a Nintendo estaria tomando a dianteira para que outras empresas pudessem seguir o mesmo caminho sem enfrentar represálias do mercado.
O ex-executivo também defendeu a interrupção dos serviços online para plataformas antigas, afirmando que esta prática permite às empresas republicarem seus jogos em novos consoles, aumentando o trabalho dedicado às conversões e mantendo os títulos acessíveis às novas gerações de jogadores.
Sugimori comentou:
Key card: prevenir a pirataria, reduzir o risco de carregar estoque não vendido
Aumento de preços dos jogos: em meio ao aumento dos custos, a Nintendo tomou a dianteira em elevar os preços para que outras empresas de jogos em dificuldade pudessem seguir o mesmo caminho
Corte de serviços online para hardwares antigos: isso estabelece uma "vida útil". Ao fazer isso, torna-se mais fácil para cada empresa relançar seus jogos em novos hardwares. Em outras palavras, cria-se o trabalho de "portar".
Embora reconheça que sua visão possa ser considerada idealista, Sugimori mantém sua solidariedade à Nintendo, descartando que a empresa aja por ganância, especialmente considerando suas "enormes" reservas de capital. "Com a Nintendo tomando a iniciativa, torna-se mais fácil para outras empresas seguirem seu exemplo e se protegerem – isso é um fato incontestável", concluiu.
Fonte: GameVicio
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