
Ex-líder de Assassin’s Creed processa a Ubisoft por demissão forçada e pede cerca de US$ 1 milhão
Publicado em 18 de janeiro de 2026 às 21:35
2 min de leituraMarc-Alexis Côté, veterano de 20 anos da Ubisoft e ex-líder da franquia Assassin’s Creed, abriu um processo contra a gigante francesa de games alegando demissão forçada. O desenvolvedor está exigindo CA$ 1,3 milhão (aproximadamente US$ 935 mil) em danos, conforme reportado pela Radio-Canada.
O processo, recentemente apresentado à Suprema Corte de Quebec, detalha os eventos que levaram à saída de Côté da empresa após o lançamento de Assassin’s Creed Shadows em 2025. Segundo os documentos, um encontro no verão de 2025 deixou claro que ele não permaneceria no comando da franquia que liderava desde a reformulação estratégica de 2022.
A situação começou a se deteriorar quando a Ubisoft criou uma subsidiária chamada Vantage Studios, financiada com US$ 1,25 bilhão da Tencent. Esta nova estrutura, liderada por Christophe Derennes e Charlie Guillemot (filho do CEO Yves Guillemot), passou a abrigar as franquias mais lucrativas da empresa: Rainbow Six Siege, Far Cry e Assassin’s Creed. Antes dessa mudança, Marc-Alexis Côté reportava diretamente ao CEO.
No novo modelo, a Ubisoft buscava contratar um Diretor de Franquia para supervisionar todas as suas principais propriedades intelectuais, incluindo Assassin’s Creed, efetivamente rebaixando Côté. Este cargo seria baseado exclusivamente na França, o que significava que o canadense teria que relocar sua vida para outro continente para manter seu nível hierárquico.
Segundo o processo, foram oferecidas alternativas a Marc-Alexis Côté: um cargo de chefe de produção de franquia ou uma posição ambígua liderando uma “Casa Criativa” supervisionando uma franquia de menor expressão. Quando ele recusou ambas e solicitou sua indenização em outubro, a Ubisoft surpreendentemente anunciou sua saída como sendo “voluntária” no dia seguinte.
“As últimas 24 horas foram profundamente emocionais“, escreveu Côté no LinkedIn na época. “Muitos de vocês expressaram surpresa de que eu escolheria deixar Assassin’s Creed após tantos anos, especialmente considerando a paixão que ainda tenho por ela. A verdade é simples: eu não fiz essa escolha.”
Além da indenização e dos danos, o executivo está solicitando à justiça quebecense que o libere de uma cláusula de não-concorrência que limita as funções que ele pode assumir em outras empresas da indústria de games.
A ação judicial ocorre às vésperas do aniversário de um ano de Assassin’s Creed Shadows, o último jogo da franquia lançado sob o comando de Côté, que trabalhou na série de ação histórica desde 2010, começando com Assassin’s Creed: Brotherhood.
Até o momento, nem a Ubisoft nem Marc-Alexis Côté responderam aos pedidos de comentário sobre o processo em andamento.
Fonte: GameVicio
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