Falha do Android coloca em risco códigos de segurança e mensagens
Publicado em 14 de outubro de 2025 às 15:31
2 min de leituraGoogle corrigiu parcialmente a vulnerabilidade • O Pixnapping é um método de ataque em que um malware lê pixels da tela do Android, permitindo a extração de informações como códigos de autenticação e mensagens.
• A vulnerabilidade afeta smartphones com Android 13 a 16.
• O Google mitigou parcialmente a falha em setembro de 2025 e planeja uma correção adicional em dezembro.
Uma vulnerabilidade do Android pode abrir caminho para agentes mal-intencionados obterem informações exibidas na tela do sistema. Com isso, informações como códigos de autenticação em dois fatores, mensagens e e-mails podem ser expostas.
A falha foi descoberta por pesquisadores de quatro universidades dos Estados Unidos. Ela recebeu o nome de Pixnapping — o "Pix" aqui não tem a ver com nosso sistema de pagamentos, e sim com os pixels que são roubados na ação.
Como o Pixnapping funciona?
Na prática, o Pixnapping é basicamente um aplicativo malicioso que captura imagens da tela do Android e as envia para um servidor externo. A parte técnica, porém, é muito mais complicada do que simplesmente tirar um print e enviar o arquivo.
O programa malicioso, instalado por engano por um usuário, abre um aplicativo alvo, definido pelos agentes por trás do ataque. Pode ser um app de mensagens, de e-mail, o Google Authenticator ou outra ferramenta do tipo. Então, o malware aplica uma camada semitransparente de blur na tela do sistema. Com isso, ele é capaz de acessar os processos de renderização daquele aplicativo.
A partir daí, o programa malicioso monitora pixels de uma área especificada, para detectar se cada um deles é branco ou não branco. Caso seja branco, o tempo de processamento usado na renderização é menor; caso seja não branco, esse tempo é maior.
Um único pixel pode ser usado para diferenciar dois grupos de algarismosO processo é feito individualmente para cada pixel desejado. Por isso, ele é demorado, chegando a um máximo de 2,1 pixels por segundo. Mesmo assim, os pesquisadores dizem que esse tempo é suficiente para recuperar um código do Google Authenticator, por exemplo. Não é necessário escanear todos os pixels da área; com apenas alguns, é possível deduzir o texto na tela.
Usando essas informações, o malware é capaz de recriar a imagem, sem que seja necessário usar a ferramenta de captura de tela propriamente dita. A partir daí, é possível usar uma ferramenta de reconhecimento óptico de caracteres (OCR) para transformar os dados nas informações desejadas.
A falha tem correção? Quais aparelhos são afetados?
Fonte: Tecnoblog
Leia também
- Falha no iOS expõe sua identidade mesmo com VPN ativada

Pesquisadores da Mysk descobriram recentemente que uma vulnerabilidade no sistema operacional iOS permite que aplicativos leiam endereços IP internos em uma conexão VPN. Essa falha de segurança cria uma série de impressões digitais que permitem que diferentes aplicativos “descubram” que estão sendo executados no mesmo…
💬 0 - “Há muito desperdício”: Sam Altman confessa falha em gastos com IA

O CEO da OpenAI, Sam Altman, confirmou a ocorrência de desperdício de capital financeiro e ociosidade estrutural nos investimentos da indústria de inteligência artificial. Em entrevista concedida ao canal de notícias CNBC, o gestor validou os questionamentos sobre o balanço de despesas do setor de tecnologia, classifi…
💬 0 - Fechaduras inteligentes que vão transformar a segurança da sua casa

Já imaginou nunca mais se preocupar se trancou a porta ao sair de casa? Ou acabar com aquele pesadelo de perder as chaves no pior momento possível? As fechaduras inteligentes chegaram para revolucionar a forma como protegemos nossos lares, combinando tecnologia de ponta com praticidade no dia a dia.
💬 0