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Fim do ‘papo furado? IBM promete vantagem quântica real com novo chip Nighthawk
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Fim do ‘papo furado? IBM promete vantagem quântica real com novo chip Nighthawk

Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 12:00

3 min de leitura

Resumo rápido!

Na CES 2026, IBM anuncia que chegou o momento da “vantagem quântica” verificável: processador Nighthawk com 120 qubits e 7500 portas duplas supera supercomputadores clássicos em simulações químicas e otimização. Promessa de computador quântico sem erros em 2029 divide opiniões entre entusiastas e céticos.

Em plena CES de Las Vegas, a IBM declarou que 2026 marca oficialmente o “amanhecer da computação quântica útil”. Não é mais aquele papo furado de laboratório – agora a gigante azul promete demonstrações públicas com resultados mensuráveis, superando os computadores clássicos mais potentes em tarefas específicas como simulação molecular e otimização logística. A estratégia passa por criar um ecossistema aberto onde desenvolvedores de farmacêuticas e empresas financeiras possam testar algoritmos de verdade.

O cérebro da operação

O processador Nighthawk chega ao mercado com 120 qubits físicos, mas o verdadeiro diferencial está na conectividade interna: são impressionantes 7500 portas de dois qubits operando simultaneamente, um salto gigantesco em relação às 3000 portas do processador Eagle de 2023, que tinha 127 qubits.

Essa arquitetura mais densa reduz drasticamente os erros lógicos, essencial para rodar algoritmos complexos como o VQE (Variational Quantum Eigensolver), usado para modelar reações químicas que seriam impossíveis de calcular em máquinas tradicionais. Pense no seguinte: enquanto um supercomputador exascale como o Frontier americano leva semanas simulando proteínas grandes, os processadores quânticos prometem resolver o mesmo problema em algumas horas, abrindo caminho para descoberta acelerada de novos medicamentos.

Ceticismo necessário

Os números impressionam na apresentação, mas é preciso jogar água fria: a tal “vantagem quântica” funciona apenas em nichos específicos – basicamente química quântica e aprendizado de máquina otimizado, não aquela história de quebrar criptografia que todo mundo imagina (o famoso algoritmo de Shor ainda precisa de milhões de qubits para funcionar de verdade).

Comparando com os concorrentes diretos, a IBM leva vantagem em volume: o Google tem o Sycamore com 70 qubits mas muito barulhento, enquanto a IonQ aposta em íons aprisionados (mais estáveis porém menos escaláveis). A IBM já possui mais de 10 sistemas Heron rodando na nuvem para mais de 200 clientes corporativos. O kit de desenvolvimento Qiskit é gratuito e aberto, democratizando os testes.

Aplicações no mundo Real

A expansão para mercados comerciais já começou: empresas farmacêuticas como a Merck usam a plataforma para descoberta de novos fármacos; no setor financeiro, o Goldman Sachs simula portfólios complexos de investimento. Porém, o barato pode sair caro se os erros quânticos (ainda na casa de 0,1% por porta lógica) persistirem – a IBM trabalha duro na QEC (Correção de Erros Quânticos), com roadmap ambicioso de 100 mil qubits lógicos funcionais até 2029. Aqui no Brasil, startups como a Qbit Brasil testam aplicações híbridas (quântico mais clássico) para otimização na indústria de óleo e gás da Petrobras.

Desafios e futuro

Os desafios técnicos são imensos: o consumo energético por qubit hoje está na casa dos quilowatts, tornando inviável o uso doméstico. Concorrentes chineses avançam rapidamente em qubits que funcionam em temperatura ambiente, mas a IBM ainda domina o jogo de patentes internacionais.

Para 2027, a promessa são módulos quânticos modulares prontos para integração em data centers corporativos. Vale o hype todo? Para pesquisa avançada definitivamente sim, mas pro seu computador de casa… melhor esperar mais uma década.

Analistas preveem que o mercado quântico global movimente 10 bilhões de dólares até 2030, com integrações híbridas envolvendo placas de vídeo NVIDIA, que já é parceira oficial da IBM nessa jornada.

Fonte: Hardware.com.br – Notícias

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