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Foguete comercial explode em base que, há 22 anos, viveu o maior desastre espacial do Brasil; relembre

Publicado em 23 de dezembro de 2025 às 16:00

2 min de leitura

Cerca de meio minuto depois, uma falha foi identificada ainda no início da subida, levando à interrupção da missão e à queda controlada do veículo dentro da área de segurança da base.

Durante a transmissão ao vivo, a equipe responsável exibiu a mensagem "We experienced an anomaly during the flight" ("Vivenciamos uma anomalia durante o voo"). Pouco depois, o sinal de vídeo foi interrompido, procedimento adotado quando uma missão não segue conforme o planejado.

As imagens acompanharam a trajetória do foguete por pouco mais de um minuto até o corte. Duas câmeras instaladas nos estágios (partes de que se separam do conjunto durante o transcorrer do voo) do veículo mostraram o HANBIT-Nano ultrapassando Mach 1, ou seja, superando a velocidade do som.

Em seguida, o foguete seguiu em ascensão até se aproximar da fase conhecida como Max Q – o ponto da subida em que a estrutura sofre as forças mais intensas do ar, devido à combinação de alta velocidade com a densidade da atmosfera. Após esse momento, a transmissão foi encerrada pela Innospace. Confira:

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), que coordena as operações no local, a falha levou ao acionamento imediato do protocolo de segurança, resultando na interrupção deliberada do voo e na queda controlada do foguete dentro da área do próprio CLA. A instituição informou que todas as ações de rastreamento, monitoramento e coleta de dados seguiram os padrões internacionais do setor espacial.

Equipes da FAB e do Corpo de Bombeiros da base foram enviadas para avaliar os destroços e a área do impacto, localizada dentro dos limites do centro de lançamento. Não houve feridos nem danos a estruturas externas. O voo não era tripulado.

O HANBIT-Nano tinha 21,9 metros de altura, 1,4 metro de diâmetro e cerca de 20 toneladas, com velocidade planejada de até 30 mil quilômetros por hora. O veículo transportava oito cargas úteis, entre cinco satélites e três experimentos científicos e tecnológicos, desenvolvidos por instituições do Brasil e da Índia, voltados a pesquisas ambientais, testes de comunicação, monitoramento de fenômenos solares e validação de tecnologias de navegação.

Antes da decolagem, a missão passou por três adiamentos entre 17 e 22 de dezembro, após avaliações técnicas indicarem a necessidade de ajustes e inspeções em diferentes sistemas do foguete.

Após o voo interrompido, o CEO da Innospace, Kim Soo-jon, divulgou uma carta pedindo desculpas e afirmou que a decisão pela queda controlada seguiu rigorosamente os protocolos de segurança. A empresa informou que segue analisando os dados do voo em conjunto com a FAB, e que as causas da anomalia ainda não foram divulgadas.

O acidente de 2003

Fonte: Superinteressante

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