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“Fome” das Big Techs por memória vai encarecer o preço das Smart TVs em 2026
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“Fome” das Big Techs por memória vai encarecer o preço das Smart TVs em 2026

Publicado em 22 de fevereiro de 2026 às 16:02

2 min de leitura

A corrida desenfreada pelo desenvolvimento de Inteligência Artificial já virou o mercado de placas de vídeo e servidores de cabeça para baixo. Agora, o efeito cascata dessa revolução tecnológica está prestes a atingir a sala da sua casa. A grave crise de suprimento de componentes — especificamente chips de memória ameaça encarecer drasticamente a produção de Smart TVs em 2026.

O alerta já havia sido dado em janeiro pela empresa de análise de mercado TrendForce, que classificou o aumento nos preços das televisões como “inevitável”. No entanto, o tom da indústria subiu nos últimos dias com declarações contundentes de quem fabrica essas peças.

A “fome” das Big Techs por memória

O núcleo do problema é uma questão básica de oferta e demanda. Empresas colossais como NVIDIA, Microsoft e Google estão a construir data centers de IA a um ritmo alucinante. Essas operações exigem volumes astronômicos de memória rápida (RAM) e armazenamento (NAND).

Como essas gigantes compram em escala recorde e pagam bem, as fornecedoras de semicondutores direcionam toda a sua produção para a IA. O resultado? O mercado de eletrônicos de consumo — como celulares, PCs e TVs — vai para o fim da fila, enfrentando escassez e aumento brutal nos custos dos poucos lotes que sobram.

Em entrevista recente, Pua Khein-Seng, CEO da Phison (uma das maiores produtoras globais de componentes eletrônicos e controladoras), cravou que a oferta limitada de memória já causa atrasos no cronograma de eletrônicos modernos e que, no pior dos cenários, algumas produções poderiam até ser interrompidas ainda este ano.

Por que uma TV precisa de tanta memória?

Pode parecer estranho associar uma televisão à falta de memória RAM, mas as Smart TVs modernas são, na prática, computadores disfarçados.

Dependendo da resolução (4K, 8K) e do sistema operacional embarcado, os televisores atuais carregam entre 1 GB e 8 GB de memória RAM. Esses chips são absolutamente vitais para tarefas que o consumidor toma como garantidas, como:

• Carregar a interface pesada de sistemas como Google TV, webOS e Tizen.

• Manter aplicativos de streaming abertos em segundo plano (Netflix, YouTube, Max).

• Processar o buffer de vídeos em altíssima resolução sem engasgos.

• Fazer o upscaling de imagem utilizando, ironicamente, IA local.

O impacto no seu bolso

A Samsung, maior vendedora de TVs do mundo, já admitiu internamente que não descarta repassar os aumentos de preços para as suas novas linhas de televisores e eletrodomésticos inteligentes.

A expectativa da indústria é que os estoques antigos ainda segurem os preços nas lojas por um curto período. Mas, se você planeja comprar uma tela grande nova, é bom ficar atento: os especialistas preveem que o consumidor final começará a sentir o peso dessa inflação tecnológica de forma pesada num horizonte de 6 a 12 meses.

Fonte: Hardware.com.br

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