Intel abandona modelo pay-to-use do Software Defined Silicon após baixa adesão
Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 20:15
3 min de leituraFim de uma era (que nem chegou a começar direito): Intel abandona modelo pay-to-use do Software Defined Silicon após baixa adesão!
A confirmação vem por meio do arquivamento do repositório oficial do projeto no GitHub, ocorrido em novembro de 2025, e da remoção de páginas relacionadas do site da empresa.
O anúncio da descontinuação foi feito pelo site internacional Phoronix, que monitora o desenvolvimento de drivers e software de código aberto.
O fim do Intel On Demand marca o abandono de uma iniciativa que gerou controvérsia desde seu início. A proposta permitia que clientes desbloqueassem funcionalidades já fisicamente presentes em processadores Xeon mediante pagamento extra, seja por ativação única ou por consumo medido.
EventoIntel encerra o programa Intel On Demand (antigo Software Defined Silicon).ConfirmaçãoRepositório GitHub arquivado em 10 de novembro de 2025 e páginas web removidas.O que eraModelo para ativar com pagamento extra recursos de hardware já presentes em chips Xeon.Modelo de negócioAtivação única ou consumo medido de aceleradores específicos.Reação do mercadoCríticas generalizadas à ideia de pagar por hardware já instalado.Situação atualProjeto arquivado, suporte no Linux parado e Intel não se pronunciou oficialmente.ConclusãoIniciativa foi abandonada pela Intel de forma não oficial.
O que era o programa Intel On Demand?
Originalmente batizado de Software Defined Silicon (SDSi), o Intel On Demand foi concebido como uma forma de habilitar aceleradores específicos em certos modelos de Xeon.
Entre os recursos que poderiam ser liberados estavam tecnologias como o Intel QuickAssist Technology (QAT), o Intel Dynamic Load Balancer e o Intel Data Streaming Accelerator.
Ressaltamdo: a ideia do Intel On Demand era que o usuário pagasse para usar capacidades que já estavam no chip, mas inativas por padrão.
O modelo de negócios do Time Azul, no entanto, foi alvo de críticas constantes da comunidade de tecnologia e de potenciais clientes. A ideia de pagar para usar componentes já instalados no produto adquirido foi considerada pouco prática e recebida com resistência pelo mercado.
O fim do projeto e o silêncio da Intel
A movimentação que indica o fim do Intel On Demand foi observada primeiramente pelo editor do Phoronix, Michael Larabel.
Larabel notou a ausência de atualizações recentes para o suporte no Linux e, ao investigar, descobriu que o repositório de código no GitHub havia sido arquivado, tornando-o somente leitura a partir do fim do ano passado.
Além disso, a presença online da Intel sobre o tema foi drasticamente reduzida. As páginas principais dedicadas ao Intel On Demand foram retiradas do ar, restando apenas alguns documentos PDF antigos para consulta.
Até o momento, a Intel não emitiu nenhum comunicado oficial confirmando a descontinuação do programa.
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Intel abandona modelo pay-to-use do Software Defined Silicon após baixa adesão; conclusões
Os primeiros indícios do que seria o Intel On Demand surgiram em 2021. Na época, a mídia internacional reportou que a Intel preparava patches para o kernel Linux para dar suporte ao conceito de Software Defined Silicon.
O desenvolvimento seguiu adiante e a funcionalidade foi formalmente lançada com o novo nome, focando no mercado de servidores corporativos.
O arquivamento do projeto no GitHub, combinado com o silêncio da empresa nos últimos dois anos, serve como a confirmação mais concreta de que o Intel On Demand e o conceito de Software Defined Silicon foram definitivamente eliminados da rota de produtos da companhia.
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Fontes: Phoronix | VideoCardZ
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Fonte: Adrenaline
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