Larian confirma que usa IA generativa em Divinity e vira alvo de críticas
Publicado em 16 de dezembro de 2025 às 16:37
2 min de leituraApós ganhar fama como uma grande defensora de desenvolvedores e por não se contentar em seguir as modas da indústria, a Larian Studios perdeu parte de seus créditos nesta terça-feira (16). Isso porque, em uma reportagem da Bloomberg, a empresa confirmou que está usando inteligência artificial (IA) generativa no desenvolvimento de Divinity.
Na matéria, assinada por Jason Schreier, o CEO Swen Vincke explica que é um dos maiores defensores do uso da tecnologia. Segundo ele, isso não levou a grandes ganhos de eficiência e trouxe alguns atritos com desenvolvedores. "Mas acredito que, nesse ponto, todos estão mais ou menos OK com a maneira como a estamos usando", explicou.
Divinity usa IA generativa em suas artes conceituais. Imagem: Divulgação/Larian Studios
Segundo Vincke, a maioria dos conteúdos de Divinity, incluindo suas vozes e roteiros, são produzidos inteiramente por humanos. No entanto, ele afirma que a IA generativa é usada para criar apresentações de Power Point, explorar artes conceituais e escrever textos temporários.
Uso de IA em Divinity gerou várias críticas nas redes sociais
Assim que a matéria assinada por Schreier foi publicada, os perfis da Larian Studios começaram a ser inundados por críticas nas redes sociais. Muitos afirmaram que gostaram da Baldur’s Gate 3, mas não estão mais dispostos a apoiar um estúdio que usa uma tecnologia conhecida por roubar o trabalho de artistas.
— Paul R (@lbcyber.bsky.social) 2025-12-16T15:45:43.354Z
A decisão do estúdio também fez com que diversos desenvolvedores começassem a falar abertamente sobre outros de seus problemas. A empresa é conhecida pelos processos de contratação complicados, longos e obtusos, e por fazer que roteiristas trabalhem gratuitamente antes de prosseguirem com suas etapas.
"Fui obrigado a fazer o teste duas vezes, e numa delas recebi o feedback ‘não é Larian o suficiente e isso não pode ser ensinado’", explicou o usuário @staroverlord no BlueSky. "Quando tentei novamente eu avancei, e eles me fizeram reescrever o que fiz com seu feedback. Então eu fui sumariamente ignorado. Nem mesmo startups suspeitas me trataram desse jeito".
A Larian é conhecida pelo processo de contratação tortuoso. Imagem: Reprodução/BlueSky
A decisão de usar IA generativa em etapas de Divinity acontece mesmo em um momento no qual o estúdio é financeiramente saudável. No entanto, isso não parece ser suficiente para Vincke, que controla a empresa junto com sua esposa, decidir que vale a pena pagar profissionais para trabalhar em algumas de suas etapas — por mais que ele afirme publicamente que suas equipes precisam de tempo para testar conceitos e evoluí-los sem a pressão de um lançamento próximo.
Não é tudo o que prometeram
Melhora a eficiência? Devs da Electronic Arts rejeitam uso obrigatório de IA
Fonte: Adrenaline
Leia também
- Diretor de Backrooms quer que a IA generativa “desapareça”

Backrooms, o filme de horror da A24 baseado na famosa creepypasta da internet, já ultrapassa a marca de US$ 135 milhões na bilheteria mundial, consolidando-se como uma das maiores surpresas do ano nas salas de cinema. Em meio ao sucesso, o diretor Kane Parsons usou a repercussão do longa para disparar críticas contund…
💬 0 - Nicolas Winding Refn confirma que remake de Maniac Cop é seu próximo filme

Dez anos após ser anunciada no Festival de Cannes, a nova versão de Maniac Cop: O Exterminador enfim vai acontecer. O diretor Nicolas Winding Refn (Drive) anunciou que se trata do seu próximo longa-metragem, produzido em colaboração entre MUBI e Goodfellas.
💬 0 - James Gunn confirma que Lanternas estreia na HBO Max em agosto
Lanternas (Lanterns), a nova série do universo DC supervisionada por James Gunn e Peter Safran, tem data de estreia confirmada: 16 de agosto, exclusivamente no HBO Max. A confirmação veio do próprio Gunn, que compartilhou a informação após um episódio curioso: um trailer divulgado no canal oficial do DC no YouTube rev…
💬 0