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Mulher-Maravilha: James Gunn sugere influência de Greg Rucka no reboot da DC Studios

Publicado em 24 de abril de 2026 às 13:09

3 min de leitura

O primeiro teaser de Cara-de-Barro (2026) deixou claro que a proposta de James Gunn de fazer com que cada filme do DCU tenha seu próprio gênero é para valer. Reagindo ao choque nas redes sociais, o chefe do estúdio compartilhou uma mensagem repleta de imagens; em uma delas, ele sugeriu qual deve ser o tom do reboot da franquia da Mulher-Maravilha.

"Desde o lançamento do teaser de Cara-de-Barro, as pessoas têm me perguntado: 'Como isso vai funcionar? Um único universo com tons e gêneros tão diferentes?' Minha resposta é: exatamente como nos quadrinhos, onde diferentes vozes e visões criativas inspiram cada projeto. Cada história tem um propósito em si mesma, independente das outras. Mas parte da diversão também é ver como fios aparentemente distintos podem se unir de forma elegante."

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Um post compartilhado por James Gunn (@jamesgunn)

Repare no carrossel que uma das imagens é a capa de Wonder Woman (1987) #196, uma edição importante da aclamada fase de Greg Rucka.

Quem não leu os quadrinhos geralmente associa Greg Rucka apenas ao fato de ele ter estabelecido que a Mulher-Maravilha também se sente atraída por mulheres (o que faz todo sentido, visto que ela cresceu em uma ilha habitada exclusivamente por elas). No entanto, o tom específico dessas histórias colocou a super-heroína em uma posição fascinante. Sua fase foi um grande thriller político ambientado em uma guerra onde a verdade era a principal arma, apresentando Diana a toda carga em suas quatro faces: a heroína, a deusa, a diplomata e a princesa.

Nessa fase, Diana operava apenas principalmente na embaixada de Themyscira. Ao lançar seu livro de ensaios, "Reflexões", ela se tornou uma figura pública polarizadora, enfrentando crises na ONU e lidando com as ramificações políticas de ser uma deusa vivendo em um mundo secular. Esse cenário permitiu que as histórias explorassem temas de espionagem, burocracia governamental e as tensões entre nações, culminando no evento Projeto OMAC.

Em um gênero saturado de destruição em massa, a Mulher-Maravilha de Rucka se destacava por tentar resolver conflitos através da integridade e da diplomacia — provando que, às vezes, a verdade pode ser mais impactante e perigosa do que qualquer soco. Caso o DC Studios siga esse caminho, veremos uma versão da heroína muito mais cerebral, política e, consequentemente, multifacetada.

Essa é só uma imagem compartilhada por James Gunn, mas estamos cansados de saber que ele não as escolhe à toa. Além disso, Themyscira já é um elemento importante no DCU. Em Comando das Criaturas, fica muito claro que o governo dos Estados Unidos tem interesse em descobrir que recursos essa ilha, totalmente fechada para o mundo, esconde.

O novo filme da Mulher-Maravilha está atualmente em desenvolvimento com Ana Nogueira (Supergirl) como roteirista. Ainda não há um diretor anexado ao projeto, tampouco uma atriz escalada para o papel.

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Fonte: O Vicio

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