
Netflix, Disney e Crunchyroll intensificam ofensiva global contra pirataria de animes
Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 15:02
2 min de leituraNetflix, Disney, Crunchyroll e outras gigantes do entretenimento voltaram a apertar o cerco contra a pirataria de animes no streaming. As empresas conseguiram uma nova e abrangente decisão judicial que mira dezenas de sites ilegais, reforçando uma estratégia cada vez mais agressiva para conter a distribuição não autorizada de conteúdo.
A ação foi movida por integrantes da Alliance for Creativity and Entertainment (ACE) e da Motion Picture Association (MPA) e descreve os sites como uma rede hidra, capaz de se multiplicar rapidamente mesmo após bloqueios. O Tribunal Superior de Déli, na Índia, aceitou os argumentos e emitiu mais uma ordem contra plataformas de pirataria de anime, a segunda em um curto intervalo de tempo.
Entre os títulos citados no processo estão Mob Psycho 100 (1ª temporada), da Warner Bros., Romantic Killer e Lookism, da Netflix, além de The Angel Next Door Spoils Me Rotten, distribuído pela Crunchyroll. Segundo os estúdios, essas obras vinham sendo hospedadas e transmitidas sem qualquer autorização.
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Documentos apresentados à Justiça apontam diversos sites conhecidos do público, como variações do 9anime, AnimeSuge, Anime Salt, Anikoto, Anime Academy, Anime World, Anitown e Anime Lords. A acusação é de que essas plataformas vinham hospedando, reproduzindo e distribuindo séries e filmes protegidos por direitos autorais, mesmo após notificações formais de remoção enviadas em dezembro de 2025.
Como os conteúdos continuaram disponíveis, as empresas pediram uma resposta urgente. Após analisar provas como capturas de tela mostrando streams e downloads ativos, o tribunal concluiu que havia fortes indícios de infração e risco de prejuízo financeiro irreversível para os detentores dos direitos. A decisão determina que registradores de domínio, incluindo empresas internacionais como GoDaddy e Namecheap, suspendam e bloqueiem os sites identificados em até 72 horas após o recebimento da ordem. Provedores de internet na Índia também foram obrigados a impedir o acesso às páginas em todo o país.
Além disso, os registradores terão de fornecer dados dos responsáveis pelos domínios, como informações de contato e registros de IP, dentro de um prazo de quatro semanas. A medida eleva consideravelmente a pressão sobre quem opera essas plataformas. Um dos pontos mais relevantes da decisão é seu caráter “Dynamic+”, que permite que os estúdios incluam automaticamente novos espelhos, redirecionamentos ou variações dos sites já citados, sem a necessidade de abrir novos processos. A iniciativa tenta combater uma prática comum da pirataria: trocar de endereço sempre que um domínio é derrubado.
Apesar disso, o cumprimento das ordens segue irregular. De acordo com o TorrentFreak, alguns grandes registradores e até autoridades responsáveis por certos domínios internacionais ainda não estariam cooperando totalmente, o que mantém parte dos sites no ar.
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Fonte: GameVicio
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