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“O ‘efeito Jensen’: Uma frase do CEO da NVIDIA derrubou ações de empresas de resfriamento

Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 12:14

3 min de leitura

Jensen Huang anunciou na CES 2026 que os racks Vera Rubin NVL72 rodam com refrigeração líquida a 45°C, eliminando a necessidade de chillers tradicionais em data centers de IA. O mercado reagiu: Johnson Controls caiu 11%, Modine Manufacturing 21%, Trane Technologies 8% e Carrier Global 5% em uma única sessão.

Incredible progress here

Jensen Huang said for Rubin-class GPU racks, the liquid loop runs at 45°C "no water chillers are necessary for data centers…basically cooling this supercomputer with hot water"

He was talking about the new Rubin-generation data center platform,…

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— Rohan Paul (@rohanpaul_ai) January 6, 2026

Durante a keynote da CES 2026 em Las Vegas, o CEO da NVIDIA, Jensen Huang, apresentou a plataforma Rubin de próxima geração e, junto com especificações técnicas impressionantes, deixou escapar uma frase que provocou ondas de choque no mercado de equipamentos de refrigeração industrial. "Nenhum chiller de água é necessário para data centers… basicamente estamos resfriando esse supercomputador com água quente", declarou Huang ao explicar o sistema de refrigeração líquida direta (DLC) dos racks Vera Rubin NVL72.

O que são Chillers e por que eles dominam data centers?

Um chiller é um equipamento industrial de grande porte que resfria água por meio de compressão de vapor – o mesmo princípio do ar-condicionado doméstico, mas em escala massiva. Em data centers tradicionais, chillers mantêm água gelada circulando entre 7°C e 15°C, que então alimenta unidades de ar-condicionado de precisão (CRAH) que sopram ar frio nos corredores entre racks de servidores.

O processo funciona assim: água gelada absorve calor do ar quente dos servidores, retornando ao chiller entre 12°C e 20°C. O chiller usa um compressor elétrico (o componente que consome mais energia) para remover esse calor e rejeitar para o ambiente usando ventiladores gigantes ou torres de resfriamento. Esse ciclo consome até 40% da energia total de um data center tradicional.

Um único chiller industrial para data center custa entre US$ 500 mil e vários milhões de dólares, dependendo da capacidade. Instalações de hiperescala como as da Microsoft e Google possuem múltiplos chillers em paralelo com redundância, elevando o investimento para dezenas de milhões apenas em equipamentos de refrigeração.

A revolução da agua quente a 45°C

A tecnologia da NVIDIA inverte essa lógica: em vez de resfriar ar ambiente com água gelada, o sistema Vera Rubin NVL72 bombeia água a 45°C diretamente em contato térmico com os componentes, capturando calor na fonte. GPUs e CPUs da arquitetura Rubin são projetadas para operar com segurança em temperaturas de junction (núcleo do chip) entre 85-95°C. Quando água a 45°C toca a cold plate (placa fria acoplada ao chip), o diferencial térmico de 40-50°C cria um fluxo intenso de calor do componente para o líquido.

A água entra no rack a 45°C, passa pelas cold plates das 72 GPUs e 36 CPUs capturando calor, e sai aquecida entre 50-60°C. O delta térmico de apenas 5-15°C no líquido representa centenas de kilowatts de calor removido. Essa água aquecida é então bombeada para dry coolers – radiadores externos que dissipam calor para o ar ambiente usando apenas ventiladores, sem compressores. Em climas com temperatura ambiente abaixo de 40°C, dry coolers operam com free cooling – resfriamento gratuito por convecção natural que não consome energia além de ventiladores de baixa potência

A NVIDIA dobrou as taxas de fluxo líquido no Vera Rubin comparado ao Blackwell, mantendo a mesma pressão da CDU (Coolant Distribution Unit). Mais volume de água circulando por minuto significa remoção mais rápida de calor, prevenindo acúmulo térmico sob cargas extremas sustentadas e eliminando thermal throttling – quando chips reduzem clock automaticamente por superaquecimento.

Fonte: Hardware.com.br

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