O PS1 definitivo: entusiasta cria console híbrido que roda jogos via microSD e tem saída HDMI nativa
Publicado em 3 de abril de 2026 às 14:15
2 min de leituraPara muitos entusiastas de hardware, o PlayStation original (PS1) é uma relíquia intocável, mas para o modder conhecido como Secret Hobbyist, ele era um quebra-cabeça esperando por uma solução moderna. Após meses de design, ele apresentou ao mundo o primeiro PlayStation Híbrido, um console que descarta o leitor de discos em favor de um slot microSD e entrega imagem em 1080p nativo via HDMI.
O projeto não é apenas um "mod" comum; é uma reengenharia completa. O desenvolvedor projetou uma placa de circuito de quatro camadas (85 x 73 mm), menor que a do próprio PSOne, para fundir o que há de melhor em duas gerações diferentes do console.
O melhor de dois mundos
A construção utiliza componentes estratégicos de dois modelos clássicos da Sony:
• PSOne (PM-41 v2): Forneceu o processador mais eficiente, o chip gráfico e componentes de memória que operam de forma mais fria e consomem menos energia.
• PlayStation Original (PU-18): Deu ao projeto o seu famoso conversor de áudio digital para analógico (DAC), considerado por audiófilos como um dos melhores sons da época, além da compatibilidade necessária para o módulo XStation.
O módulo XStation é o que permite a "mágica": ele substitui completamente o drive de CD, permitindo que a biblioteca de jogos seja carregada instantaneamente a partir de um cartão microSD, eliminando tempos de espera e falhas de leitura.
Tecnologia moderna para TVs atuais
Esqueça os cabos AV granulados. O console híbrido conta com um chip FPGA (Field Programmable Gate Array) que lida com a conversão de vídeo. O usuário pode escolher entre a resolução 480p, para aquele visual retrô autêntico, ou 1080p, para máxima nitidez em monitores modernos. Para os puristas, há até um filtro de scanlines opcional que emula a experiência de uma TV de tubo (CRT).
O nível de detalhe na montagem exigiu soldagem de precisão com ar quente, já que componentes minúsculos foram posicionados em ambos os lados da placa. O resultado é um dispositivo que consome menos de 2 watts, abrindo caminho para que uma versão portátil, alimentada por bateria, se torne realidade no futuro próximo.
Em 2026, enquanto a Sony foca no PS6, a comunidade prova que o hardware clássico, quando bem tratado, ainda tem muito fôlego para rodar, e agora, sem precisar de um único CD.
Fonte: Hardware.com.br
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