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Por dentro do MIMESIS: como a IA do game aprende a se passar por humano

Publicado em 18 de dezembro de 2025 às 11:02

1 min de leitura

Sem dúvidas, a desconfiança é um elemento poderoso nos jogos multiplayer com temática social, mas MIMESIS, da ReLU Games e da Krafton que conquistou milhares de jogadores no Steam, vai além do óbvio.

Em vez de depender da traição entre jogadores, a suspeita nasce da possibilidade constante de que algo "humano demais" esteja se passando por aliado.

A premissa do jogo parte de uma pergunta simples, porém inquietante: e se o monstro soubesse agir como o jogador? A partir daí, a ReLU Games construiu uma experiência de horror cooperativo em que a tensão não vem apenas de sustos ou perseguições, mas também da dúvida permanente sobre quem está ao lado do jogador.

Créditos: ReLU Games.

Para isso, MIMESIS insere uma entidade capaz de imitar jogadores reais, apoiando-se em uma tensão psicológica que poucos gêneros conseguem explorar com profundidade. A suspeita surge de forma natural, sem a necessidade de regras explícitas de acusação ou votação.

O grupo passa a observar comportamentos, silêncios e decisões aparentemente banais, enquanto tenta identificar o que não se encaixa.

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IA como linguagem de design

Créditos: ReLU Games.

A inteligência artificial de MIMESIS está sempre assimilando trejeitos para confundir os jogadores e deixá-los com a pulga atrás da orelha. No jogo, a IA não é apenas um sistema por trás das cortinas. Ela é parte fundamental da identidade do jogo.

Para o título, a proposta não era criar um inimigo eficiente, mas sim uma presença convincente, capaz de se misturar ao comportamento humano de maneira sutil.

Créditos: ReLU Games.

Fonte: Adrenaline

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