Que tal jogar no tatame? Esse espaço no Japão permite jogar em consoles e fliperamas retrô num espaço que reproduz a estética do período Showa
Publicado em 11 de abril de 2026 às 14:15
3 min de leituraEm maio de 2023, abriu na cidade de Tsu, na prefeitura de Mie, no Japão, um espaço chamado Isshinden Retro-kan, onde o visitante paga por tempo de uso para jogar em fliperamas, consoles dos anos 1980 e 1990 e máquinas de pachinko e slot da era Showa, tudo dentro de um ambiente que imita a sala de tatame de uma casa japonesa antiga. A proposta não é contemplar objetos atrás de vidro, mas sentar no chão, pegar o controle e jogar do mesmo jeito que se fazia décadas atrás. Recentemente, dois usuários compartilharam no X imagens recentes do local, confira abaixo:
O que tem lá dentro
O acervo inclui gabinetes de fliperama com jogos como Metal Slug, lançado em 1996 pela SNK para Neo Geo, consoles Famicom e Super Famicom ligados em TVs de tubo antigas dispostas diretamente no chão de tatame, máquinas de pachinko e slot de décadas passadas, trilhos de trem em miniatura Plarail no segundo andar e uma seção de doces tradicionais japoneses no térreo.
O ambiente foi montado para reproduzir uma sala doméstica típica da era Showa, o período do reinado do imperador Hirohito, que durou de 25 de dezembro de 1926 a 7 de janeiro de 1989 e concentrou as décadas de maior transformação social e econômica do Japão moderno. Nas casas japonesas desse período, o tatame era o piso padrão da sala principal: placas com núcleo de palha de arroz cobertas por junco trançado, sobre as quais se sentava, comia e, em muitos lares, dormia. As mesas eram baixas, de madeira escura, e a iluminação vinha de abajures com cúpula de tecido ou metal, projetando uma luz quente e direta sobre a superfície.
As janelas de papel shoji, armações de madeira cobertas por papel translúcido, filtravam a luz natural e criavam aquela claridade difusa que virou marca visual do interior japonês do século XX. A partir dos anos 1950 e 1960, as casas Showa foram incorporando elementos ocidentais, com cadeiras e móveis altos dividindo espaço com o tatame, mas a sala de chão baixo resistiu como o coração do lar, e foi exatamente nesse cenário que as primeiras gerações de jogadores japoneses tiveram contato com o Famicom, lançado pela Nintendo em 15 de julho de 1983, sentados no chão com o controle no colo e a TV de tubo no canto da sala, exatamente o que o Isshinden Retro-kan reconstitui para quem entra hoje.
Local e preço
O local fica na Rua Isshinden, 2859-1, em Tsu, a 5 minutos a pé da estação de trem de mesmo nome, e funciona aos sábados, domingos, segundas e feriados, das 10h às 17h. A entrada para a área de doces tradicionais japoneses (dagashi) é gratuita; o acesso às máquinas segue tabela por tempo: 30 minutos custam 500 ienes para adultos (cerca de R$ 15,75), 1 hora sai por 700 ienes (cerca de R$ 22), 3 horas custam 1.600 ienes (cerca de R$ 50) e o pacote ilimitado custa 2.500 ienes (cerca de R$ 78,75). Quem quiser estender o tempo paga 300 ienes a cada 30 minutos adicionais (cerca de R$ 9,45). Crianças de 3 a 12 anos pagam valores menores, e menores de 3 anos entram sem custo.
Fonte: Hardware.com.br
Leia também
- Fechaduras inteligentes que vão transformar a segurança da sua casa

Já imaginou nunca mais se preocupar se trancou a porta ao sair de casa? Ou acabar com aquele pesadelo de perder as chaves no pior momento possível? As fechaduras inteligentes chegaram para revolucionar a forma como protegemos nossos lares, combinando tecnologia de ponta com praticidade no dia a dia.
💬 0 - “Cheers”: esse conjunto de keycaps é inspirado no visual da garrafa icônica do Yakult

A empresa americana Keymoji Studio se autontitula como o “destino para os interessados keycaps requintadas e personalizadas, feitas sob medida para entusiastas de teclados mecânicos. Dentre as opções do seu portólio, está o conjunto chamado “Cheers“, 148 teclas que recriam a identidade visual da famosa embalagem do Ya…
💬 0 - Anos de desenhos em vão: o erro da IA que bloqueou os arquivos do Google Drive de um Mangaká

O artista japonês Masahiro Itosugi perdeu o acesso permanente à sua conta do Google após subir arquivos de um antigo quadrinho pessoal para o serviço de armazenamento em nuvem Drive. O sistema automatizado da plataforma identificou o conteúdo como violador de diretrizes, bloqueando o acesso do usuário de forma imediat…
💬 0