Quem decidiu que o cabelo precisava de condicionador?
Publicado em 25 de dezembro de 2025 às 14:00
1 min de leituraA própria indústria cosmética, quando percebeu o efeito colateral dos shampoos modernos. Para limpar bem, esses produtos usam detergentes que removem a oleosidade natural dos fios. Sem a camada de óleo, a superfície da fibra fica áspera e eletrizada: as proteínas que formam o cabelo passam a acumular cargas negativas, e fios com mesma carga se repelem. É isso que gera frizz e embaraço e dificuldade de pentear.
O condicionador foi criado como uma solução, trazendo moléculas com carga positiva. Elas neutralizam a eletricidade estática e formam um filme que substitui a lubrificação natural perdida na lavagem. Como esses produtos também são mais ácidos que o shampoo, ajudam a fechar a cutícula – a camada externa do fio – deixando o cabelo mais liso, brilhante e resistente.
O primeiro condicionador foi criado pelo perfumista francês Edouard Pinaud. Em 1900, na Exposição Universal de Paris, ele apresentou a Brilliantine, que propunha suavizar cabelos sem o peso oleoso dos métodos usados até então. Isso consolidou a ideia de que, após a limpeza, havia necessidade de um segundo passo para tratar as madeixas.
Com o tempo, esse produto foi aprimorado com ingredientes que ajudam a deixar o cabelo ainda mais macio, alinhado e protegido no dia a dia – como silicones, álcoois graxos e compostos de amônio quaternário.
AS MAIS LIDAS DA SEMANA
Toda sexta, uma seleção das reportagens que mais bombaram no site da Super ao longo da semana.
Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril.
Cadastro efetuado com sucesso!
Você receberá nossas newsletters pela manhã de segunda a sexta-feira.
Fonte: Superinteressante
Leia também
- Redes sociais: por que duas horas por dia podem ser perigosas para adolescentes

Um novo estudo australiano colocou números mais precisos em um debate que já consome legisladores, pais e plataformas há anos: quanto tempo nas redes sociais é, de fato, perigoso para adolescentes? A resposta, segundo a pesquisa, começa em duas horas por dia.
💬 0 - Microsoft e Uber descobriram que IA sai mais caro do que contratar gente

A promessa era clara: IA reduziria custos operacionais, substituiria tarefas repetitivas e tornaria as empresas mais eficientes. Microsoft e Uber estão descobrindo, com os próprios dados internos, que a conta não fecha assim.
💬 0 - Eletroencefalograma mostra que pessoas que escrevem com ajuda da IA retêm menos informação e têm menor atividade cerebral
Nataliya Kosmyna, pesquisadora do MIT Media Lab, liderou o primeiro estudo a usar escaneamento cerebral para medir o que acontece com a cabeça de quem escreve com ajuda de inteligência artificial. Os resultados foram diretos: quem usou o ChatGPT teve conectividade neural 47% menor do que quem escreveu sem nenhum apoio…
💬 0