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Relembre o ataque hacker à PSN em 2011 e a ligação com os vazamentos de músicas do Michael Jackson

Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 14:20

3 min de leitura

Em 2011, no auge da crise da PlayStation Network, hackers invadiram servidores da Sony Music e baixaram cerca de 50 mil arquivos, incluindo o catálogo digital de Michael Jackson. Esse roubo silencioso criou um estoque paralelo de demos e masters que hoje ajuda a explicar a onda de vazamentos desse "cofre".

Nesta semana de janeiro de 2026, uma nova leva de músicas inéditas de Michael Jackson com demos de estúdio e a aguardada "Changes" em versão completa, reacendeu uma história que muita gente esqueceu: o ataque hacker que atingiu a Sony em 2011 e levou embora praticamente todo o acervo digital do cantor.

2011: o dia em que o catálogo digital de Michael Jackson saiu do cofre

Em 2010, o espólio de Michael Jackson fechou com a Sony um acordo estimado em 200–250 milhões de dólares para explorar o catálogo do artista por sete anos, incluindo lançamentos póstumos montados a partir de um extenso arquivo de gravações guardadas em servidores internos e fitas de estúdio. Era o "cofre" em sua versão digital: masters, demos, multitracks e versões alternativas de praticamente todas as fases da carreira.

No dia 4 de abril de 2011, o Anonymous lançou um ataque massivo contra a PlayStation Network (PSN) utilizando um método de DDoS (Distributed Denial-of-Service), que sobrecarregou os servidores da Sony e derrubou a plataforma. Batizada de "#OpSony", a operação tinha como objetivo principal prejudicar as operações da empresa como forma de protesto.

Depois de três dias de ataques, o próprio grupo decidiu interromper a ação, reconhecendo que estavam prejudicando mais os usuários do que a própria Sony.

"Anonymous não está atacando a PSN agora. Nós percebemos que alvejar a PSN não é uma boa ideia. Nós então temporariamente suspendemos nossa ação, até que um método seja encontrado que não irá impactar severamente os consumidores da Sony.

Esses hackers acessaram um servidor de arquivos e baixaram algo em torno de 50 mil músicas, incluindo o catálogo completo de Michael Jackson: álbuns já lançados, outtakes, demos, takes alternativos e materiais de outros artistas. O conhecimento público sobre dados vazados da gravadora vieram a público somente em 2012, quando fontes dentro da empresa admitiram a extensão do roubo.

O dia em que Michael Jackson visitou a sede da SEGA

No dia 19 de abril de 2011, os usuários da PSN enfrentaram uma nova interrupção dos serviços. Desta vez, a Sony identificou um acesso não autorizado em seus sistemas e decidiu desligar a rede como medida de precaução. Dois dias depois, a empresa confirmou que a PSN tinha sido comprometida em um ataque de grandes proporções.

Os problemas estavam longe de acabar. No dia 2 de maio, a Sony confirmou que outra divisão de seus serviços, a Sony Online Entertainment (SOE), também tinha sido hackeada. Dessa vez, 24 milhões de contas foram comprometidas, incluindo informações bancárias e dados pessoais dos usuários.

Dois britânicos, James Marks e James McCormick, foram processados por uso indevido dos arquivos. A BBC relata que eles obtiveram milhares de faixas, muitas delas gravações não lançadas de Michael Jackson, a partir de credenciais antigas associadas a um ex-funcionário da Sony. O ataque não foi um "hack cinematográfico" de filme; foi o velho problema de credenciais reaproveitadas em um sistema que tinha acesso direto ao cofre digital.

Por que os hackers miraram justamente Michael Jackson?

Para entender o alvo, é preciso olhar o contexto de 2010–2011. O contrato recém-fechado com o espólio colocava Jackson no centro da estratégia de catálogo da Sony, com expectativa de receita bilionária em lançamentos póstumos, relançamentos de luxo e usos em trilhas e licenciamento.

Fonte: Hardware.com.br

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