
Sem mandado: Polícia da Holanda confisca servidor de VPN da Windscribe “para análise”
Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 13:40
2 min de leituraA Holanda, frequentemente considerada um “porto seguro” para a privacidade digital na Europa, foi palco de um incidente preocupante nesta semana. A provedora de VPN Windscribe denunciou que autoridades locais confiscaram fisicamente um de seus servidores em um data center holandês sem apresentar qualquer mandado judicial.
Segundo a empresa, a polícia apenas informou que levaria a máquina para “analisá-la completamente” e a devolveria depois. O episódio levanta sérias questões sobre a segurança jurídica de dados hospedados no país.
A salvação: servidores “Diskless”
THIS IS NOT A DRILL: The Dutch authorities, without a warrant, just seized one of our VPN servers saying they’ll give it back after they “fully analyze it”.
Windscribe uses RAM disk servers so the only thing the authorities will find is a stock Ubuntu install. The bigger worry…
THIS IS NOT A DRILL: The Dutch authorities, without a warrant, just seized one of our VPN servers saying they'll give it back after they "fully analyze it". Windscribe uses RAM disk servers so the only thing the authorities will find is a stock Ubuntu install. The bigger worry
— Windscribe (@windscribecom) February 5, 2026
Apesar da gravidade da apreensão física, a Windscribe garantiu que nenhum dado de usuário foi comprometido. O motivo? A empresa utiliza uma arquitetura RAM-only (apenas memória volátil). Isso significa que o servidor não possui disco rígido (HDD ou SSD) para armazenamento persistente. O sistema operacional (uma versão stock do Linux Ubuntu) e os dados trafegados rodam inteiramente na memória RAM. “No momento em que o servidor é desligado ou desconectado da energia para ser levado, todos os dados desaparecem instantaneamente”, explicou a empresa.
O Que a Polícia Vai Encontrar?
Ironizando a situação, a Windscribe afirmou que as autoridades holandesas levaram “um peso de papel caro”. Ao ligar o servidor no laboratório forense, a única coisa que encontrarão é o hardware vazio, sem logs de acesso, IPs ou histórico de navegação dos clientes. Ainda assim, o caso serve de alerta: se a polícia pode entrar e levar equipamentos sem ordem judicial prévia, a confiança na infraestrutura europeia pode ser abalada. Outros provedores de VPN que ainda usam discos rígidos tradicionais podem não ter a mesma sorte.
Fonte: Hardware.com.br
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