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“Seria desastroso”: James Cameron detona possível compra da Warner Bros pela Netflix
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“Seria desastroso”: James Cameron detona possível compra da Warner Bros pela Netflix

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 13:02

2 min de leitura

James Cameron, cineasta por trás dos três filmes de maior bilheteria da história (Avatar, Avatar: O Caminho da Água e Titanic) deixou claro que, se a Netflix assumir o controle de franquias como DC Comics, Harry Potter, Senhor dos Anéis e todo o catálogo da Warner, o modelo tradicional de cinema pode sofrer um golpe fatal.

O modelo Netflix vs. A magia do cinema

Em carta enviada ao senador Mike Lee, presidente do subcomitê antitruste do Senado dos Estados Unidos, Cameron foi categórico sobre o perigo dessa fusão corporativa: “Prevejo que o que vai acontecer se a Netflix comprar a Warner Bros. será desastroso para o negócio cinematográfico”.

O grande medo do diretor reside no modelo de negócios do streaming. Ao contrário da Warner, que lucra bilhões com ingressos antes de levar seus filmes para o HBO Max, a Netflix prioriza o lançamento simultâneo ou exclusivo na sua plataforma, relegando as salas de cinema a um papel secundário — usado apenas de forma limitada para que os filmes possam se qualificar para o Oscar.

“O cinema tem que ver filmes no cinema, e se a Netflix fechar as portas da distribuição em salas de cinema da WBD, estão a matar a sua grande base de fãs… Não compreendo e é um erro terrível”, pontuou Cameron.

A Warner Bros. Discovery, sob a liderança do polêmico David Zaslav, tem enfrentado problemas monumentais com a sua dívida e lutado para manter a rentabilidade do seu próprio serviço de streaming. Uma fusão com a Netflix entregaria de bandeja à empresa responsável pela plataforma de streaming mais famosa do mundo o maior cofre de propriedades intelectuais do planeta, consolidando o monopólio quase absoluto da plataforma no mercado de assinaturas.

No entanto, diretores de peso como Cameron argumentam que blockbusters épicos e franquias bilionárias perdem o impacto cultural se forem consumidos diretamente no sofá de casa. A rentabilidade da venda de ingressos é o que permite que estúdios invistam em orçamentos estratosféricos (na casa dos 250 a 300 milhões de dólares) para espetáculos visuais como Avatar.

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Fonte: Hardware.com.br

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