
Sob nova direção, GOG não vai tentar bater de frente com o Steam
Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 17:00
2 min de leituraEspecializada na preservação de jogos antigos, a loja GOG não pretende mudar de rumo agora que passou a ser controlada por Michael Kiciński. Em uma entrevista à Games Industry, o cofundador da CD Projekt RED afirmou que seria tolice acreditar que tem a capacidade de destronar o Steam como a opção mais popular do mercado.
Ao mesmo tempo, ele e o diretor Maciej Gołębiewski acreditam que ainda há espaço de sobra para que a plataforma cresça e encontre sucesso. Segundo eles, os exemplos da Epic Games Store e Discord provam que não há simplesmente como lançar uma loja e esperar que ela consiga rivalizar com a Valve.
O GOG vai continuar focado em resgatar games clássicos. Imagem: Divulgação/GOG
“Então, o fato de que o GOG está se expandindo, desenvolvendo e ainda está vivo, acredito que é um testemunho do fato de que o GOG realmente tem espaço no mercado com sua missão de fazer os games viverem para sempre”, explicou Gołębiewski. E é nesse ponto que a loja pretende focar seus esforços.
GOG vai se focar em jogos clássicos e independentes
Durante a entrevista, Gołębiewski explicou que a intenção de sua loja é se focar tanto em “clássicos retrô” quanto em “clássicos modernos”. A intenção é tanto oferecer um catálogo que seja interessante para o público quanto garantir que os títulos vão ser acessíveis e fáceis de serem descobertos.
Ele também explicou que o GOG deve ampliar um pouco a quantidade de lançamentos que oferece, mas não vai deixar de lado os games mais antigos. De forma semelhante, o executivo espera que a loja se torne mais convidativa para desenvolvedores independentes que pretendem ampliar suas ofertas.
Melhor a experiência de uso é um dos focos da loja. Imagem: Divulgação/GOG
“Não é preciso ser que nem os outros. O GOG tem sua própria identidade e suas características únicas, que são muito apreciadas pelos jogadores”, explicou Kiciński. Ele também afirma que a loja vai continuar apostando forte na curadoria para selecionar bem os títulos que chegam ao público.
Essa é uma postura bastante diferente da adotada pelo Steam, que usa sistemas automatizados para tentar filtrar os títulos que entram em seu catálogo. No entanto, a loja da Valve vai servir como exemplo em uma área: a facilidade de uso, que deve inspirar sua “concorrente” a melhorar interfaces e a experiência de seus usuários.
Vire um patrono dos games
GOG lança assinatura para ajudar na preservação e resgate de jogos
Fonte: Adrenaline
Leia também
- Jogo indie vai ser removido do Steam após dev perceber que a “IA é algo ruim”

Lançado em julho de 2025 no Steam, o jogo Hardest não chamou muita atenção com seus conteúdos construídos usando inteligência artificial (IA) generativa. No entanto, ele ganhou uma boa repercussão esta semana após seu desenvolvedor decidir removê-lo da loja no dia 30 de janeiro.
💬 0 - Após críticas, Divinity não vai mais usar IA generativa em artes conceituais

Anunciado durante o The Game Awards 2025, Divinity chamou a atenção tanto por seus visuais quanto por ser o primeiro trabalho da Larian Studios após Baldur’s Gate 3. No entanto, poucos dias depois as discussões sobre o game se voltaram ao fato de que o estúdio pretende usar a inteligência artificial (IA) generativa em…
💬 0 - Publicadora de Manor Lords não vai lançar games feitos com IA generativa

Embora muitas desenvolvedoras de games já tenham adotado a inteligência artificial (IA) generativa como parte de seus processos, a Hooded Horse quer seguir um caminho contrário. Conhecida por ter sido a publicadora do sucesso Manor Lords, a empresa quer garantir que só trabalha com produtos que sejam fruto do esforço…
💬 0