SSD sobrevive a tentativa de destruição com furadeira e mantém os dados intactos
Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 13:00
2 min de leituraUm SATA SSD conseguiu sobreviver a uma tentativa de destruição com furadeira, mantendo todos os dados intactos após o que deveria ser um procedimento padrão de segurança. O caso viralizou no Reddit quando um usuário compartilhou a descoberta de um drive que havia sido perfurado por um profissional de TI antes de ser descartado, mas que ainda funcionava perfeitamente.
O incidente, que expôs falhas graves nos protocolos de segurança de uma empresa não identificada, ocorreu porque o funcionário responsável pela destruição dos dispositivos mirou incorretamente ao perfurar o SSD. Em vez de atingir os componentes cruciais, o furo acabou sendo feito em uma área que não danificou a placa de circuito nem os chips de memória NAND onde os dados são armazenados.
Para entender o problema, é importante destacar que muitas empresas utilizam a perfuração como método para inutilizar dispositivos de armazenamento antes do descarte. Enquanto esse procedimento pode ser eficaz em discos rígidos mecânicos (HDDs), os SSDs modernos apresentam desafios específicos para esse tipo de destruição.
A falha ocorreu principalmente porque os SSDs SATA mais recentes possuem placas de circuito impresso (PCBs) mais curtas, fazendo com que uma perfuração central possa não atingir os componentes críticos. No caso específico, o furo sequer chegou a tocar a PCB, deixando o dispositivo em condições de operação plenas, com todos os dados da empresa acessíveis.
Felizmente, o usuários que adquiriu o drive não tinha intenções maliciosas, mas o caso serve como alerta importante: uma simples falha no procedimento de destruição de dados pode resultar em sérios vazamentos de informações confidenciais, expondo dados sensíveis, segredos comerciais e informações pessoais de clientes ou funcionários.
Especialistas em segurança digital recomendam métodos mais robustos para a destruição de SSDs. Para organizações que precisam lidar com grande volume de dispositivos, existem soluções especializadas como o DiskMantler, que utiliza vibrações para destruir os componentes internos em apenas 90 segundos, ou o Puncher P30, que perfura quatro orifícios estratégicos nos dispositivos.
Empresas de maior porte podem considerar a contratação de serviços profissionais de destruição de mídias digitais, enquanto organizações menores que optarem por métodos manuais devem atualizar seus protocolos para garantir múltiplas perfurações em locais estratégicos, especificamente atingindo os chips NAND e o controlador do SSD.
Alternativamente, uma ferramenta simples como um martelo pode ser surpreendentemente eficaz para destruir componentes internos, garantindo que nenhum dado sobreviva ao processo de descarte. O importante é que as empresas adotem procedimentos verificáveis e que incluam inspeção física após a tentativa de destruição.
Este caso serve como lembrete crucial de que, quando se trata da segurança de dados corporativos, alguns passos extras no processo de destruição podem evitar problemas significativos para organizações e seus clientes.
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Fonte: Hardware.com.br
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