Starlink vai ajustar a órbita dos seus satélites – e trazê-los para mais perto da Terra
Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 16:00
2 min de leituraSegundo Nicolls, a medida está sendo coordenada com outras empresas de satélite e com o US Space Command, órgão militar americano para questões espaciais. O objetivo do reposicionamento, de acordo com ele, é melhorar a segurança da órbita terrestre.
Com a nova altitude, os satélites Starlink que chegarem ao final de sua vida útil irão entrar em "decaimento balístico" (processo no qual o satélite é puxado pela gravidade e se desintegra na atmosfera) em poucos dias; na órbita atual, de acordo com Nicolls, isso pode levar mais de 4 anos. A órbita mais baixa, a menos de 500 km de altitude, também é menos congestionada por satélites operacionais e poluída por detritos espaciais.
Recentemente, um satélite Starlink que orbitava a 560 km tirou uma "fina" de um satélite chinês – os dois passaram a menos de 200 metros de distância, um nada para os padrões espaciais.
Há outro possível fator envolvido no reposicionamento da constelação Starlink. Até o final deste ano, a Amazon pretende colocar em órbita 1.600 satélites do seu novo serviço Leo, que irá competir com o Starlink.
A constelação da Amazon, que está prevista para alcançar 3 mil satélites em 2029, irá orbitar entre 590 km e 630 km de altitude. Com o reposicionamento dos satélites Starlink, eles passarão a ficar mais longe dos rivais, evitando possíveis problemas.
Atualmente, o Amazon Leo conta com 180 satélites. Ele já está em testes nos EUA, com o lançamento comercial previsto para este ano. Segundo a Amazon, o serviço poderá alcançar velocidade de até 1 Gbps, superior à atualmente oferecida pela Starlink (400 Mbps para uso empresarial, e 200 a 300 Mbps para uso individual). A empresa de Elon Musk anunciou, em resposta, que irá aumentar sua velocidade de conexão para 1 Gbps ao longo de 2026.
Além de fornecer internet comercial, a Starlink também presta serviços às Forças Armadas dos EUA. Trata-se da rede Starshield, que utiliza outros satélites – e deverá contar com 480 deles até o final deste ano.
Fonte: Superinteressante
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