Testes revelam: CPUs Intel Meteor Lake ainda entregam 93% da performance no Linux após 2 anos
Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 11:16
2 min de leituraUma bateria de testes realizada nesta semana pela Phoronix trouxe resultados surpreendentes (e preocupantes) para donos de notebooks equipados com processadores Intel Meteor Lake com sistema operacional Linux.
A análise detalhada publicada pelo portal revela que, após dois anos de atualizações de kernel e drivers no Linux, a performance dessa arquitetura sofreu uma regressão mensurável.
Contrariando a expectativa de otimização contínua (o famoso efeito "fine wine"), o desempenho do Meteor Lake no Linux caiu para uma média de 93% em comparação aos números registrados no lançamento, em dezembro de 2023.
Reprodução/Phoronix
O teste: Core Ultra 7 155H dois anos depois
Para chegar a essa conclusão, foi utilizado o mesmo hardware de referência dos reviews originais: um Acer Swift Go 14 equipado com o chip Intel Core Ultra 7 155H.
A comparação colocou frente a frente o cenário de software de 2023 (Ubuntu 23.10, Linux 6.7) contra o ambiente atual de final de 2025 (Ubuntu 26.04 Daily, Linux 6.18 e GCC 15.2).
Ao executar mais de 200 benchmarks diferentes, a média geométrica dos resultados apontou que o sistema atual é cerca de 7% mais lento que a configuração original de fábrica.
Reprodução/Phoronix
Esse comportamento é atípico no ecossistema de código aberto, onde atualizações do kernel geralmente trazem refinamentos no agendador de tarefas e melhor gerenciamento de energia para processadores Intel híbridos.
Comparação com Lunar Lake e rivais da AMD
O dado torna-se mais alarmante quando colocado ao lado de arquiteturas contemporâneas ou sucessoras. No mesmo período de testes de fim de ano, outras plataformas apresentaram ganhos consistentes:
• Intel Lunar Lake: registrou um ganho médio de 6% em performance após um ano.
• Intel Arrow Lake: aumentou cerca de 9% em desempenho no desktop, com redução de consumo.
• AMD Strix Point e Krackan Point: chips rivais da AMD viram melhorias entre 5% e 8% graças à maturação dos drivers gráficos e de chipset.
Fonte: Adrenaline
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