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TP-Link routers enfrentam acusações de espionagem enquanto Texas desafia decisão federal
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TP-Link routers enfrentam acusações de espionagem enquanto Texas desafia decisão federal

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 10:37

2 min de leitura

Os TP-Link routers estão no centro de uma polêmica envolvendo segurança nacional, enquanto o estado do Texas mantém sua batalha legal contra a empresa, mesmo após o governo federal americano recuar de uma possível proibição. A controvérsia gira em torno de alegações de que estes dispositivos, que representam 65% do mercado americano, estariam sendo explorados por hackers chineses para operações de espionagem em território americano.

Pesquisadores da Microsoft identificaram que um grupo de hackers baseado na China estaria mantendo uma extensa rede de dispositivos comprometidos, formada principalmente por milhares de roteadores TP-Link. Este arsenal digital tem sido utilizado para lançar ataques cibernéticos contra alvos ocidentais, organizações governamentais e fornecedores do Departamento de Defesa dos EUA.

A situação é ainda mais preocupante quando se considera que muitos consumidores americanos sequer sabem que possuem um TP-Link em suas residências. Isso ocorre porque mais de 300 provedores de internet distribuem versões personalizadas destes equipamentos com suas próprias marcas, tornando-os praticamente invisíveis para o consumidor final.

Roteador TP-Link em destaque na controvérsia legal e de segurança entre Texas e governo federal dos EUA. Texas continua a ofensiva legal

Apesar da postura hesitante do governo federal, o estado do Texas decidiu seguir um caminho independente. O procurador-geral Ken Paxton anunciou um processo contra a TP-Link, acusando a empresa de marketing enganoso sobre a segurança de seus produtos e de permitir que grupos de hackers chineses acessem dispositivos.

Em sua defesa, a TP-Link alega que agora é uma empresa de propriedade americana e que seus produtos são montados no Vietnã, não mais na China. Contudo, as autoridades texanas contra-argumentam que, como os componentes ainda são fabricados em território chinês, os fornecedores são obrigados por lei a atender solicitações das agências de inteligência chinesas, incluindo a instalação de firmware que permitiria acesso governamental remoto.

A controvérsia levanta questões importantes sobre soberania digital e segurança cibernética nacional. Especialistas recomendam que consumidores preocupados considerem substituir roteadores fornecidos por provedores por alternativas de outras marcas, mesmo que isso signifique um investimento adicional em segurança doméstica.

O caso dos roteadores TP-Link exemplifica a complexidade das relações comerciais e de segurança entre EUA e China no setor tecnológico, onde a linha entre comércio global e proteção da infraestrutura nacional torna-se cada vez mais tênue.

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Fonte: Hardware.com.br – Notícias

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