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Você já viu todos? Os 14 animes mais influentes de todos os tempos
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Você já viu todos? Os 14 animes mais influentes de todos os tempos

Publicado em 7 de fevereiro de 2026 às 10:26

10 min de leitura

A história dos animes não é feita apenas de sucessos comerciais ou obra populares em sua época. Alguns títulos atravessaram décadas porque mudaram a forma como histórias são contadas, influenciaram gêneros inteiros ou ajudaram a levar a animação japonesa para um público muito maior fora do Japão.

Nem sempre foram unanimidade, mas deixaram marcas difíceis de apagar. Para quem ficou curioso, aqui vai uma seleção de animes que ajudaram a moldar a indústria como ela é hoje, seja pela narrativa, estética, temas ou impacto cultural.

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Se hoje temos o conceito de waifu e o gênero de comédia romântica com elementos sobrenaturais (harem), tudo começou com Urusei Yatsura. A obra introduziu a dinâmica da garota alienígena invasora que vira a vida de um azarado de cabeça para baixo, criando um modelo narrativo que foi copiado à exaustão por décadas. Lum, com seus chifres e biquíni de tigre, tornou-se o primeiro grande ícone feminino do fandom moderno, ditando tendências de design de personagens que duram até hoje.

A obra também revolucionou o humor no anime ao misturar folclore japonês, ficção científica e comédia pastelão de uma forma totalmente caótica e imprevisível. Não havia limites para o que poderia acontecer em um episódio, o que deu aos diretores uma liberdade criativa sem precedentes. Essa energia ajudou a definir a identidade visual e o ritmo das comédias dos anos 80, influenciando o que viria a ser o estilo de animação japonês mais vibrante.

O impacto de Naruto no início dos anos 2000 foi o que consolidou a era de ouro do Big Three no Ocidente. Enquanto Dragon Ball abriu as portas, Naruto as derrubou, criando uma legião de fãs que não apenas assistiam à obra, mas adotavam sua estética e filosofia. O correr como ninja e os sinais de mão tornaram-se símbolos universais de uma geração que encontrou na jornada do órfão rejeitado uma metáfora poderosa para a busca por aceitação e propósito.

Do ponto de vista narrativo, a obra de Masashi Kishimoto elevou a complexidade dos vilões no gênero shonen. Em vez de antagonistas puramente malignos, Naruto introduziu personagens com passados traumáticos e motivações compreensíveis, o que forçou o protagonista a usar a empatia tanto quanto a força bruta. O famoso discurso no jutsu pode ter virado meme, mas ele reflete uma mudança real na estrutura das histórias de luta, onde o conflito ideológico passou a ser tão importante quanto a coreografia do combate.

The Melancholy of Haruhi Suzumiya

Este título foi o grande responsável por apresentar a cultura otaku de nicho para o resto do mundo de uma forma palatável. A obra não se levava tão a sério, mas sua qualidade técnica vinda da Kyoto Animation era tão alta que forçou outros estúdios a subirem o nível visual de suas produções semanais.

O impacto narrativo também foi curioso, especialmente pela decisão ousada de exibir os episódios fora de ordem cronológica na transmissão original. Isso gerou uma mobilização imensa na internet da época, com fãs discutindo teorias e tentando montar o quebra-cabeça da história, algo que hoje é comum, mas que na época era revolucionário para o engajamento digital.

Dragon Ball Z

Dragon Ball Z é o padrão ouro do gênero Shonen e a razão pela qual milhões de pessoas amam anime. Ele refinou a fórmula da jornada do herói com treinamentos intensos, transformações icônicas e vilões que se tornam aliados, criando uma estrutura de narrativa que quase todo anime de luta hoje segue religiosamente.

O impacto cultural de Goku no Ocidente é comparável ao de figuras como o Superman. A obra trouxe uma energia visceral para a TV, capturando a imaginação de jovens que nunca tinham visto lutas que duravam episódios inteiros ou personagens que gritavam para aumentar seu nível de poder.

Sailor Moon não inventou o gênero de garotas mágicas, mas certamente o redefiniu ao misturar elementos de equipes de sentai (como Power Rangers) com o cotidiano feminino. A obra deu às meninas um protagonismo que antes era reservado quase exclusivamente aos heróis masculinos, mostrando que era possível lutar contra o mal sem perder a feminilidade ou a profundidade emocional.

Nos anos 90, a série serviu como a principal porta de entrada para o público feminino no Ocidente. Enquanto os meninos assistiam a pancadaria pura, as meninas encontravam em Serena e suas amigas uma conexão real com dramas de amizade e romance, provando que o anime tinha mercado para todos os gêneros e idades fora do Japão.

Slam Dunk é, sem exagero, o responsável por popularizar o basquete no Japão e em grande parte da Ásia. Antes da obra, o esporte era pouco expressivo no país, mas o sucesso estrondoso do mangá e do anime fez com que milhares de jovens se matriculassem em clubes escolares. O impacto foi tão profundo que a Associação Japonesa de Basquete chegou a premiar o autor por sua contribuição ao crescimento da modalidade na vida real.

A grande ruptura de Slam Dunk com os animes de esporte anteriores foi o seu compromisso com o realismo e a técnica. Em vez de jogadas impossíveis ou poderes sobrenaturais, o anime focava no suor, no aprendizado dos fundamentos e na tensão física de uma partida real. Essa abordagem humanizou os atletas e mostrou que o drama do esporte não precisava de exageros para ser empolgante, estabelecendo a base para tudo o que vemos hoje em obras de esportes.

Baki (Baki the Grappler)

O que realmente diferencia Baki de qualquer outra obra de luta é a sua estética visceral e, por vezes, grotesca. Keisuke Itagaki não desenha apenas músculos; ele cria um mapa anatômico hipertrofiado que desafia a biologia, transformando cada combate numa exibição de força bruta quase escultural. Essa escolha visual rompeu com o padrão de personagens mais esguios ou convencionais da sua época, estabelecendo um novo nível de intensidade gráfica onde o dano físico é sentido pelo espectador em cada golpe deformador.

Diferente de muitos Shonens que dependem de poderes mágicos ou energia espiritual, esta franquia fundamenta o seu impacto na pureza da técnica e na obsessão pelo topo da cadeia alimentar humana. A narrativa gira em torno de uma pergunta simples e primitiva: “quem é o homem mais forte do mundo?”. Ao explorar essa premissa através de estilos de artes marciais reais elevados ao absurdo, Baki resgatou o fascínio pelo submundo das lutas clandestinas, onde a única regra é a sobrevivência e a superação dos limites biológicos através do treino extremo.

Akira é frequentemente citado como o filme que fez o Ocidente perceber que animação não era apenas coisa de criança. Com uma estética cyberpunk visceral e uma crítica política pesada, o longa quebrou a barreira do preconceito e foi exibido em cinemas de arte ao redor do globo, ganhando um status de prestígio que poucos desenhos alcançaram.

Tecnicamente, o filme foi um absurdo para sua época, utilizando uma taxa de quadros por segundo altíssima e sincronia labial pré-gravada, algo raríssimo no Japão então. Cada detalhe das luzes de Neo-Tokyo e o rastro das motos de Kaneda foram desenhados com um perfeccionismo que ainda hoje humilha muitas produções digitais modernas.

No meio dos anos 90, a indústria de anime passava por uma crise financeira e criativa, e Evangelion foi o choque que salvou tudo. O que começou como um anime de robôs gigantes se transformou em um estudo psicológico denso sobre depressão, religião e a dificuldade de conexão humana, mudando o que se esperava de uma trama de ação.

A obra forçou as emissoras de TV japonesas a criarem horários de exibição noturnos para animes mais maduros, já que os temas de Evangelion não eram para crianças. Isso abriu as portas para que diretores tivessem muito mais liberdade criativa para explorar temas sombrios e experimentais, o que definiu a produção artística dos anos seguintes.

Spirited Away (A Viagem de Chihiro)

Este filme representa o auge do Studio Ghibli e a consagração de Hayao Miyazaki como um mestre do cinema mundial. Ao vencer o Oscar de Melhor Animação em 2003, a obra forçou críticos de cinema tradicionais a olharem para o Japão com um respeito acadêmico, elevando o status do anime de entretenimento pop para arte de alta estirpe.

Diferente de outros sucessos que apostavam na ação, Chihiro conquistou o público pela sensibilidade e pelo uso rico do folclore japonês. A história tocou em temas universais como o amadurecimento e a perda da identidade, provando que uma narrativa profundamente enraizada na cultura oriental poderia ressoar com crianças e adultos de qualquer parte do planeta.

Attack on Titan

Attack on Titan chegou em um momento em que o anime estava se tornando um pouco previsível e trouxe de volta uma urgência e um medo que o público não sentia há muito tempo. A obra conseguiu furar a bolha dos fãs de anime, atraindo pessoas que nunca tinham visto nada do gênero, graças ao seu tom de drama de guerra e mistério conspiratório.

A forma como a obra foi consumida também mudou as regras do jogo. Com o crescimento das plataformas de streaming, cada novo episódio se tornava um evento global simultâneo, gerando recordes de audiência e quebrando servidores de sites. Foi o título que consolidou a era do simulcast, onde o mundo inteiro assiste e reage ao mesmo tempo.

Considerado o pai do anime moderno, Astro Boy foi a primeira obra de animação japonesa a ter sucesso contínuo na televisão. A obra estabeleceu a linguagem visual que hoje reconhecemos como padrão: os olhos grandes e expressivos e o uso de técnicas de animação limitada para economizar orçamento sem perder o impacto.

A importância de Astro Boy reside no fato de ter sido a ponte entre o mangá e a TV. Tezuka mostrou que era possível adaptar histórias complexas e humanistas para o formato semanal, pavimentando o caminho para que toda a indústria de mangá visse na animação sua extensão natural de mercado.

Antes de Gundam, robôs gigantes eram basicamente super-heróis de metal que lutavam contra monstros. O anime mudou tudo ao introduzir o conceito de “Real Robot”, onde as máquinas eram ferramentas de guerra produzidas em massa, sujeitas a falhas mecânicas e pilotadas por jovens traumatizados pelo conflito político.

A obra trouxe um realismo militar e uma profundidade psicológica que não existiam nas animações da época. O foco não era mais quem tem o robô mais forte, mas sim os horrores da guerra e as nuances morais de ambos os lados da batalha, algo que influenciou não só o gênero mecha, mas toda a ficção científica japonesa.

Pokémon é mais do que um anime, é o pilar central da maior franquia de entretenimento do mundo. A obra animada foi o motor que impulsionou os jogos e as cartas colecionáveis, criando um ecossistema onde a história na TV servia como o guia emocional para a experiência de ser um mestre na vida real.

A genialidade de Pokémon foi transformar criaturas fantásticas em amigos aspiracionais para as crianças. O design dos monstros e a relação de Ash com Pikachu criaram um padrão de mascote que toda franquia tentou copiar desde então, mas nenhuma com o mesmo sucesso global duradouro que atravessa gerações.

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Fonte: GameVicio

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