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X-Men | 10 Fatos sobre o Magneto da FOX
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X-Men | 10 Fatos sobre o Magneto da FOX

Publicado em 17 de janeiro de 2026 às 20:08

6 min de leitura

Com a chegada de Vingadores: Doutor Destino, os X-Men finalmente passam a fazer parte do jogo maior do MCU. E, com isso, personagens que definiram uma era inteira do cinema de super-heróis voltam ao centro das atenções. Entre eles, poucos são tão complexos, controversos e marcantes quanto o Magneto, o maior símbolo de conflito ideológico já apresentado nos filmes da franquia.

Antes desse novo capítulo começar, vale olhar para trás e revisitar como Erik Lehnsherr foi construído no universo cinematográfico da Fox. No vídeo de hoje, fazemos exatamente isso, em 10 fatos.

O número tatuado no braço de Magneto

No cinema, Magneto carrega no braço o número 214782, uma referência direta à sua passagem por Auschwitz. Esse detalhe vem dos quadrinhos, mais especificamente de Uncanny X-Men #161, escrito por Chris Claremont, e foi incorporado aos filmes para reforçar visualmente o trauma do personagem.

Após o sucesso da trilogia inicial e o destaque dado à herança judaica de Magneto, Claremont decidiu alterar o número para 24005, buscando maior precisão histórica em relação às primeiras tatuagens feitas em Auschwitz. Mesmo com essa mudança posterior nos quadrinhos, o cinema manteve o número original como símbolo permanente da dor que Erik carrega consigo.

O passado em Auschwitz

Existe uma HQ chamada X-Men: The Movie Prequel - Magneto, que expande o universo dos filmes. A origem de Erik Lehnsherr nos campos de concentração de Auschwitz é destaque nesse gibi. Ali, seus poderes surgem pela primeira vez, quando ele controla a arma de um soldado para que dispare nos próprios aliados.

Esse passado é o mesmo dos quadrinhos clássicos, justificando o medo constante de Erik de que a história se repita, apenas com novos alvos. Para Magneto, a perseguição aos mutantes é apenas uma continuação lógica do que ele já viveu.

O encontro com Xavier em Israel

A mesma HQ também mostra o primeiro encontro entre Erik Lehnsherr e Charles Xavier em Israel, em 1992. Ali, os dois se conectam por ideias, não por poderes. Eles discutem filosofia, política e o futuro da humanidade, criando uma relação baseada em respeito mútuo e curiosidade intelectual.

Essa origem contrasta com o que os filmes depois tentam estabelecer, especialmente quando a cronologia começa a se embaralhar. Ainda assim, a HQ deixa claro que, no cinema, Xavier e Magneto não começam como inimigos, mas como dois homens feridos tentando entender seu lugar num mundo que insiste em rejeitá-los.

O rompimento

A HQ também mostra o fim da amizade dos dois, quando Erik percebe que, para Charles, a justiça deve sempre passar pelas instituições humanas, mesmo quando essas mesmas instituições já falharam inúmeras vezes. A caçada ao ex-soldado alemão Hans Von Shank expõe essa fratura de forma definitiva.

Xavier acredita que o julgamento público e a lei são suficientes; Magneto enxerga isso como mais uma ilusão confortável. Quando Erik decide fazer justiça com as próprias mãos e Xavier tenta impedi-lo, não é apenas uma briga entre amigos, mas o momento em que ambos entendem que jamais poderão caminhar juntos.

As contradições da cronologia da franquia

A franquia X-Men nunca foi conhecida por respeitar rigorosamente sua própria linha do tempo, e Magneto é um dos personagens mais afetados por isso. Em X-Men: O Confronto Final, um flashback sugere que Xavier e Magneto ainda trabalhavam juntos nos anos 80, recrutando mutantes como Jean Grey.

Porém, X-Men: Primeira Classe reconta essa relação, situando o primeiro grande rompimento nos anos 60. E é claro, ainda tem a há citada HQ prequel, que mostra os dois se conhecendo em 1992. Pois é, uma bagunça.

A cela de plástico virou referência também nos quadrinhos

A icônica cela de plástico onde Magneto aparece preso no final de X-Men foi uma solução simples e eficaz para neutralizar seus poderes. A ideia de privá-lo de qualquer metal virou uma das imagens mais marcantes do personagem no cinema.

O impacto foi tão grande que o conceito acabou sendo levado para os quadrinhos. Em Ultimate X-Men, Magneto aparece confinado numa cela praticamente idêntica, mostrando como o visual criado pelos filmes passou a influenciar diretamente outras mídias da Marvel.

O xadrez simboliza o conflito ideológico

A partida de xadrez entre Xavier e Magneto no final de X-Men vai muito além de um simples momento simbólico. O próprio estilo de jogo reflete quem eles são. Magneto utiliza peças transparentes e está disposto a sacrificar peões para alcançar seus objetivos maiores.

Xavier, por outro lado, joga com peças opacas e tenta proteger cada uma delas ao máximo. Essa diferença traduz perfeitamente suas filosofias: Magneto aceita perdas em nome da sobrevivência da espécie mutante, enquanto Xavier acredita que cada vida importa, mesmo que isso torne o caminho mais difícil.

A barba descartada em O Confronto Final

Durante o desenvolvimento de X-Men: O Confronto Final, a ideia era que Magneto aparecesse com barba, visual mais próximo de sua versão clássica dos quadrinhos. No entanto, a decisão acabou sendo descartada no corte final do filme.

Curiosamente, uma cena deletada presente no DVD mostra Pyro informando Magneto sobre a “cura mutante”, e existem duas versões dessa sequência: uma com ele barbudo e outra sem barba. É um pequeno detalhe, mas que revela como o visual do personagem ainda estava sendo ajustado até os estágios finais da produção.

O filme solo de Magneto que nunca aconteceu

Após o anúncio de X-Men Origens: Wolverine, a Fox planejava expandir a franquia com filmes focados em personagens individuais. Um deles seria X-Men Origens: Magneto, que mostraria a libertação do jovem Erik de um campo de concentração por um soldado aliado chamado Charles Xavier.

O projeto acabou sendo engavetado após a recepção negativa de Origens: Wolverine e a greve do Sindicato dos Roteiristas. Grande parte das ideias foi reaproveitada em X-Men: Primeira Classe, que acabou se tornando, na prática, o filme solo do Magneto dentro da franquia.

A cena da Ponte Golden Gate veio direto dos quadrinhos

Um dos momentos mais espetaculares de X-Men: O Confronto Final é a cena em que Magneto arranca a Ponte Golden Gate e a desloca até Alcatraz. A sequência reforça o poder quase divino do personagem e sua disposição em remodelar o mundo à força.

A inspiração vem diretamente de New X-Men #147, onde Magneto faz algo semelhante ao mover pontes de Manhattan e do Brooklyn. É um exemplo claro de como o cinema adaptou imagens icônicas dos quadrinhos, ampliando sua escala para criar um momento inesquecível.

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Fonte: O Vicio

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