
1,2 milhão de dólares: Engenheiro da Google é preso por usar dados internos para lucrar no Polymarket
Publicado em 29 de maio de 2026 às 15:07
2 min de leituraO engenheiro de segurança da informação Michele Spagnuolo, funcionário da Google desde 2014 alocado no escritório de Zurique, na Suíça, foi preso em Nova York sob a acusação de utilizar dados confidenciais internos da corporação para realizar operações financeiras ilícitas. A denúncia aponta que o cidadão italiano de 36 anos utilizou o acesso privilegiado a métricas comerciais para obter o lucro de 1,2 milhão de dólares na plataforma de mercados de previsão Polymarket. O indiciamento criminal corre perante a Procuradoria do Distrito Sul de Nova York, abrangendo as acusações formais de fraude de commodities, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
A investigação conduzida pelo FBI detalha que o engenheiro efetuou as apostas operando sob o codinome AlphaRaccoon entre os meses de outubro e dezembro de 2025. O ganho financeiro concentrou-se na flutuação das ações virtuais que previam o termo mais pesquisado do ano na ferramenta de buscas da Google, cujo resultado final apontou para o cantor D4vd. O artista havia se tornado alvo de escrutínio policial sob a suspeita de homicídio, culminando com sua imputação formal em abril de 2026. A portadora do mecanismo de apostas em blocos de dados descentralizados identificou o rastro digital das transações públicas e encaminhou uma representação formal que motivou a abertura do inquérito policial.
"Estamos cooperando com as autoridades na investigação. O funcionário acessou nossos materiais de marketing por meio de uma ferramenta disponível para todos os funcionários, mas usar informações confidenciais para fazer apostas constitui uma grave violação de nossas políticas. Suspendemos o funcionário de suas funções e tomaremos as medidas cabíveis", disse a porta-voz do Google, Jaclyn Vazquez, em um comunicado à WIRED.
O desdobramento regulatório e as auditorias parlamentares
A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) protocolou uma ação civil paralela contra o funcionário para apurar as infrações de uso de informações internas no ambiente de mercado. O presidente da agência regulatória, Michael Selig, confirmou a aplicação de ferramentas de inteligência artificial voltadas para a varredura e identificação de padrões de manipulação em bolsas de previsões. A porta-voz da Google, Jaclyn Vazquez, declarou que a empresa suspendeu o engenheiro de suas funções laboratoriais e iniciou auditorias internas para mapear as ferramentas de marketing utilizadas no acesso aos bancos de dados confidenciais.
O escândalo motivou a abertura de uma investigação parlamentar liderada por James Comer, presidente do Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. O comitê notificou a administração da Polymarket para obter esclarecimentos sobre os métodos de verificação de identidade aplicados aos clientes da plataforma estrangeira, que opera bloqueada em território norte-americano. O episódio registra a primeira detenção de um profissional do setor de tecnologia por atividades ilícitas em mercados de previsão de criptoativos, após a demissão de um funcionário da OpenAI por conduta correlata no início do ano.
Fonte: Hardware.com.br
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