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Blu-ray completa 20 anos: relembre a batalha bilionária que a Sony venceu graças ao PS3 e a Warner

Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 12:39

3 min de leitura

Entre 2006 e 2008, Blu-ray e HD DVD travaram uma guerra de formatos que custou à Toshiba US$ 986 milhões. O PlayStation 3 foi o "cavalo de Troia da Sony": cada console vendido colocava um player Blu-ray nas casas. Quando Warner Bros anunciou exclusividade Blu-ray em janeiro de 2008, a guerra acabou!

A aliança em torno da alta definição

Em janeiro de 2006, durante a CES daquele ano, Sony, Panasonic, Pioneer e Samsung anunciavam oficialmente o Blu-ray para o público e a imprensa especializada. Mas poucos lembram que aquele formato quase perdeu antes mesmo de começar. De 2006 a 2008, travou-se uma guerra corporativa brutal que lembra VHS vs Betamax.

De um lado, Sony, Panasonic, Philips e cinco estúdios de Hollywood (incluindo Fox, Disney e Sony Pictures) apostando no Blu-ray. Do outro, Toshiba, Microsoft, Intel e três estúdios (Universal, Paramount e DreamWorks) empurrando HD DVD. Ambos usavam laser azul-violeta de 405nm. Ambos prometiam alta definição, mas apenas um sobreviveria.

O Blu-ray oferecia 25-50 GB por disco; HD DVD entregava 15-30 GB. Mas capacidade não vence guerras sozinha. O que decidiu foi uma jogada estratégica da Sony em colocar um drive Blu-ray no PlayStation 3, mas antes disso precisamos relembrar como a Blockbuster ajudou a jogar o HD DVD ao vale da morte.

Blockbuster escolhe Um Lado

Em 17 de junho de 2007 a Blockbuster, maior locadora de vídeos dos Estados Unidos na época, fez um anúncio que mudou tudo. Após testar ambos os formatos em 250 lojas, a empresa descobriu que 70% das locações de alta definição eram Blu-ray.

A decisão foi pragmática: a Blockbuster anunciou que passaria a estocar apenas títulos Blu-ray em suas 1.450 lojas nos EUA (exceto 250 que continuariam oferecendo ambos). Matthew Smith, vice-presidente da Blockbuster, foi direto ao ponto: "Os consumidores estão votando com suas carteiras".

A Toshiba minimizou o impacto, argumentando que a maioria dos americanos comprava discos em lojas de varejo, não locadoras. Mas o estrago estava feito. A percepção de mercado havia virado.

"O cavalo de troia de US$ 600"

Em 17 de novembro de 2006, o PlayStation 3 chegou ao mercado americano custando US$ 499 (versão 20GB) e US$ 599 (versão 60GB) — preços absurdos para um videogame. Analistas previam desastre para a Sony, a própria empresa sabia que o cenário era amedrontador.

Mas aqueles até US$ 599 cobrados pelo console incluíam algo que ninguém da concorrência tinha: um player Blu-ray completo. Na época, players Blu-ray standalone custavam US$ 1.000, já os players HD DVD saiam por US$ 499. A diferença de preço era uma vantagem inicial da Toshiba, até o PS3 entrar na equação.

A aposta gerou críticas. Michael Goodman, analista do Yankee Group, foi direto: "O Blu-ray aumenta o preço do produto em entre US$ 150 e US$ 200. Eles criaram algo que não se destina ao mercado atual. O drive não cria mercado; apenas torna o preço do produto mais alto".

Entre outubro e novembro de 2006, a Cymfony analisou quase 18 mil posts em blogs, fóruns e sites de resenhas. O resultado foi brutal: havia 46% mais referências positivas ao HD DVD do que ao Blu-ray. Jim Nail, porta-voz da empresa, resumiu: "As menções negativas ao Blu-ray indicam falta de confiança dos consumidores quanto à Sony, bem como o desagrado dos compradores quanto à ideia de que o Blu-ray esteja sendo vendido como parte do PS3".

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Fonte: Hardware.com.br

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