
Como o cinema está se tornando um outdoor de luxo para o streaming
Publicado em 1 de janeiro de 2026 às 21:30
2 min de leituraEstimated reading time: 8 minutos
Mais do que nunca, o noticiário de Hollywood vive um autêntico Treze x Campinense entre o cinema tradicional e o streaming — embate intensificado agora que a respeitável Warner Bros. Pictures está prestes a ser abocanhada pelo império da Netflix. Mas, para além da rivalidade, o que vemos é uma simbiose inédita: o cinema está se tornando o outdoor de luxo definitivo para as gigantes do digital.
Os cineastas de prestígio que preferem a ação ao discurso já costuram a reinvenção da sétima arte. Para estes, o streaming não é um inimigo, mas um reforço estratégico.
O erro de reduzir cinema a números
Reprodução/Warner Bros. Pictures
Não se pode negar que o streaming, como fator novo, tem deixado muitos especialistas do mercado cinematográfico como baratas tontas. Para quem reduz o cinema a números, há uma resistência inacreditável em aceitar que a bilheteria não é mais o único indicador de sucesso de um filme.
A indústria viveu um momento de alta inacreditável na década passada e, desde a crise sanitária de 2020, que bloqueou os cinemas, vive uma grande crise de identidade. Há emocionados que acham que os cinemas estão ficando obsoletos e vão virar vitrolas, mas o problema financeiro da indústria, na prática, não é desuso.
Hollywood nunca ganhou tanto dinheiro quanto na década de 2010 e, consequentemente, isso tornou os filmes mais caros. De 2020 para cá, as receitas caíram, mas os orçamentos continuam altos.
A era dos aliados estratégicos
Reprodução/Apple Studios
A indústria tradicional, simplesmente, não consegue mais financiar projetos ambiciosos sozinha. O problema não é, necessariamente, perda de interesse do público, pois há. E é aí que o streaming entra como aliado para os nãos chorões.
Veja: Martin Scorsese, Alfonso Cuarón, David Fincher, Guillermo del Toro, Ridley Scott e Michael Mann são exemplos claros de cineastas que estão tirando proveito dessa nova realidade para tirar do papel projetos ultra-ambiciosos. O último, inclusive, acabou de aprovar na Amazon MGM um orçamento de cerca de US$ 200 milhões para produzir o arriscado Fogo Contra Fogo 2, que jamais receberia sinal verde na Warner sem a participação do streaming e a sua lógica financeira de fluxo de caixa.
O cinema como outdoor de luxo
Reprodução/Apple Studios
Essa parceria entre estúdios tradicionais e gigantes do streaming oferece um alívio enorme aos criadores. F1: O Filme (2025), financiado pela Apple e distribuído pela Warner, provou ser um fenômeno. Assassinos da Lua das Flores (2023), por sua vez, não brilhou nas bilheterias, mas também não foi encarado pela Apple como um fracasso. Pelo contrário: o longa de Scorsese serviu como um outdoor potente, impulsionado pela — muitas vezes subestimada — máquina de propaganda que só os cinemas conseguem oferecer.
Fonte: O Vicio
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