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Larian Studios decide não usar mais IA generativa nas artes conceituais de Divinity
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Larian Studios decide não usar mais IA generativa nas artes conceituais de Divinity

Publicado em 11 de janeiro de 2026 às 13:20

3 min de leitura

A Larian Studios anunciou que não usará mais inteligência artificial generativa no desenvolvimento das artes conceituais de seu novo RPG Divinity. A decisão foi comunicada pelo diretor Swen Vincke durante uma sessão de perguntas e respostas realizada no Reddit esta semana, em resposta direta às críticas intensas que a empresa vinha recebendo desde dezembro do ano passado.

“Eu sei que houve muita confusão sobre nosso uso de ferramentas de IA como parte da exploração de artes conceituais. Embora já tenhamos esclarecido que isso não significa que os conceitos em si são gerados por IA, entendemos a confusão causada“, explicou Vincke. “Para garantir que não haja espaço para dúvidas, decidimos não utilizar ferramentas de IA generativa durante o desenvolvimento da arte conceitual.”

A polêmica começou logo após o anúncio de Divinity no The Game Awards 2025. Enquanto o jogo era celebrado como o aguardado sucessor de Baldur’s Gate 3, a revelação subsequente de que a Divinity IA generativa seria incorporada ao processo de desenvolvimento gerou uma onda de reações negativas da comunidade, forçando o estúdio a reconsiderar sua abordagem.

Larian Studios decide não usar mais IA generativa nas artes conceituais de Divinity 14 Apesar do recuo nas artes conceituais, Vincke deixou claro que a Larian não pretende abandonar completamente a experimentação com inteligência artificial. Segundo o diretor, as equipes de Divinity continuarão testando a tecnologia em outros departamentos, buscando formas de otimizar o processo de desenvolvimento.

“Acreditamos que a IA generativa pode nos ajudar a refinar ideias mais rapidamente, levando a um ciclo de desenvolvimento mais focado, com menos desperdício de recursos e, no fim das contas, um jogo de melhor qualidade”, afirmou o diretor no AMA. “Nossa meta é encurtar tempos de produção e realizar mais testes. Quanto mais iterações pudermos fazer, melhor será o gameplay em geral.”

IA continua em outras áreas do desenvolvimento

O estúdio também estabeleceu limites éticos para o uso da tecnologia. Vincke garantiu que qualquer modelo de IA utilizado pela Larian será treinado apenas com materiais que tenham sido coletados e analisados com o consentimento explícito de seus criadores originais.

Roteiristas rejeitam IA para criação de narrativas

Adam Smith, responsável pelos roteiros de Divinity, também participou da sessão de perguntas e respostas para tranquilizar os fãs quanto ao desenvolvimento narrativo do jogo. Segundo ele, a inteligência artificial não terá qualquer papel na criação de textos, diálogos ou conteúdo escrito do RPG.

Smith revelou que os testes internos com IA para geração de textos produziram resultados decepcionantes, que, na melhor das hipóteses, não ultrapassavam a nota 3 de 10 nos critérios de qualidade da empresa. Esta avaliação interna ajudou a equipe a decidir manter o desenvolvimento narrativo inteiramente humano.

A situação enfrentada pela Larian Studios reflete o atual debate polarizado na indústria de jogos sobre o uso de tecnologias generativas. Enquanto gigantes como Electronic Arts e Activision têm adotado abertamente estas soluções, desenvolvedores menores como a Hooded Horse têm se posicionado como opositores ferrenhos à prática.

Em entrevista à Bloomberg, Vincke havia explicado anteriormente um dos motivos para testar a tecnologia: o receio de que, caso a IA entregue tudo o que promete, os estúdios que não a adotarem possam “ficar para trás” no mercado. No entanto, a reação dos fãs parece ter demonstrado que, ao menos no caso das artes conceituais, o caminho tradicional ainda é o preferido pelo público.

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Fonte: Hardware.com.br

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