
Mercado de smartphones cresceu 2% em 2025: Apple domina com 20% das vendas globais
Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 14:10
3 min de leituraResumo rápido!
A Counterpoint Research divulgou os números do mercado móvel em 2025, revelando crescimento modesto de 2% nas entregas globais. A Apple liderou com 20% de participação anual impulsionada pelo iPhone 17, enquanto a Samsung ficou logo atrás com 19% apoiada em modelos acessíveis da linha Galaxy A. O quarto trimestre viu a fatia da Apple explodir para 25%, recorde histórico — mas 2026 pode trazer retração de 2,1% devido à escassez de memória provocada pela corrida de IA.
iPhone 17 impulsiona crescimento de dois dígitos da Apple
As entregas de iPhones subiram 10% em 2025, o maior crescimento percentual entre os cinco principais fabricantes. O lançamento do iPhone 17 sustentou vendas robustas no segmento premium, mas curiosamente o modelo anterior também performou bem: iPhone 16 continuou vendendo com força no Japão, Índia e Sudeste Asiático.
Counterpoint Research atribui parte desse desempenho ao fim do ciclo de vida de dispositivos adquiridos durante a pandemia, entre 2020 e 2021. Consumidores que adiaram upgrades por três ou quatro anos decidiram finalmente trocar de aparelho. Geograficamente, a Apple fortaleceu posições em economias emergentes e mercados menores, especialmente onde a demanda por 5G ainda está em expansão.
No quarto trimestre isolado, a participação da Apple atingiu 25% — um recorde que reflete tanto o sucesso do iPhone 17 quanto a sazonalidade típica do período de festas.
Samsung mantém volume com estratégia dual
A Samsung Electronics encerrou 2025 com 19% do mercado global, praticamente empatada com a Apple. O crescimento de 5% nas entregas foi sustentado principalmente por modelos acessíveis da família Galaxy A, mas dispositivos premium Galaxy Fold 7 e Galaxy S25 também superaram gerações anteriores.
A estratégia dual funciona: enquanto a Apple depende de margens altas concentradas em poucos modelos, a Samsung distribui volume entre smartphones de entrada (Galaxy A), intermediários e dobráveis premium. Essa abordagem oferece resiliência em cenários de volatilidade econômica, capturando consumidores em diferentes faixas de renda.
Chinesas disputam posições do meio da tabela
Xiaomi manteve o terceiro lugar com 13% de participação, mas sem crescimento expressivo. O desempenho mais forte veio da América Latina e Sudeste Asiático, regiões onde a marca consolidou presença com produtos de custo-benefício elevado.
Vivo conquistou 8% do mercado global com crescimento de 3%, enfatizando deslocamento de demanda para modelos mais premium — estratégia similar à da Xiaomi. O mercado indiano foi especialmente receptivo aos lançamentos da Vivo em 2025.
Oppo tecnicamente ficou em quinto lugar com os mesmos 8%, mas com queda de 4% nas entregas. A empresa perdeu terreno em mercados asiáticos, compensando parcialmente com ganhos na Índia, Oriente Médio e África. Se considerada a decisão recente de integrar a Realme sob a marca Oppo, a posição conjunta seria de quarto lugar com 11% de participação.
Fabricante Market Share 2025 Crescimento Anual Regiões Fortes
Apple 20% +10% Emergentes, Japão, Índia
Samsung 19% +5% Global (dual strategy)
Xiaomi 13% ~0% América Latina, Sudeste Asiático
Vivo 8% +3% Índia, Ásia
Oppo 8% -4% Índia, Oriente Médio, África
Crescimento explosivo de marcas menores
Fora do top 5, Nothing e Google registraram expansões de 31% e 25%, respectivamente. Nothing consolidou apelo junto a entusiastas de tecnologia com design transparente e estratégia de marketing viral, enquanto o Google finalmente vê retorno dos investimentos na linha Pixel — especialmente após integração de recursos de IA generativa ao Android e hardware próprio Tensor.
Nuvem negra no horizonte: escassez de memória em 2026
A Counterpoint Research projeta retração de 2,1% nas entregas globais de smartphones em 2026. O culpado é o boom de inteligência artificial, que está direcionando componentes de memória para data centers, criando escassez e elevando preços para fabricantes de smartphones.
Empresas maiores como Apple e Samsung possuem poder de negociação e contratos de longo prazo com fornecedores, permitindo absorver aumentos com mais facilidade. Fabricantes chineses, por outro lado, enfrentarão pressão mais intensa sobre margens — potencialmente forçando aumentos de preço ou cortes em especificações.
Esse cenário reforça a consolidação do mercado em torno de poucos players globais com escala para negociar componentes críticos em condições favoráveis.
Fonte: Hardware.com.br


