Meta vai usar dados das conversas com IA para personalizar anúncios a partir de dezembro
Publicado em 1 de outubro de 2025 às 11:53
1 min de leituraA Meta confirmou que, a partir de 16 de dezembro de 2025, começará a utilizar as interações dos usuários com suas ferramentas de inteligência artificial generativa para personalizar anúncios e conteúdos em suas plataformas, incluindo Facebook e Instagram. Essa nova abordagem faz parte do esforço da empresa para monetizar ainda mais seus serviços de IA, aproveitando a riqueza de dados coletados nas conversas entre os usuários e seus chatbots e assistentes virtuais. Usuários começarão a ser notificados sobre essa mudança a partir de 7 de outubro, mas não poderão escolher não participar se utilizarem o Meta AI.
Como funcionará a personalização de anúncios
As conversas, sejam por voz ou texto, com as ferramentas de IA da Meta serão combinadas com os dados já coletados tradicionalmente, como curtidas, seguidores e interações, para aprimorar as recomendações de conteúdo e anúncios. Por exemplo, se um usuário falar sobre trilhas com a IA, poderá começar a receber anúncios de equipamentos para hiking, sugestões de grupos de caminhadas e atualizações de amigos relacionadas a esse tema. Essa integração amplia a precisão do modelo de publicidade personalizada da Meta, que já é um dos mais avançados do mercado.
Privacidade e limitações
Apesar do uso ampliado das interações com IA, a Meta assegura que tópicos sensíveis como crenças religiosas, orientação sexual, opiniões políticas, saúde, etnia e outros dados delicados não serão considerados para direcionamento de anúncios. Além disso, essa nova política não será aplicada no Reino Unido, União Europeia e Coreia do Sul, áreas onde a legislação de proteção de dados impede esse tipo de uso. É importante destacar que, embora os usuários possam gerenciar preferências de anúncios, não haverá opção para excluir o uso das conversas com IA para personalização se utilizarem esses assistentes.
Impacto e contexto do mercado
Esta movimentação insere a Meta numa corrida tecnológica e comercial em que empresas de tecnologia estão buscando formas inovadoras de monetizar produtos de inteligência artificial que, até então, eram majoritariamente oferecidos gratuitamente. Concorrentes como Google e Amazon também têm investido em integrar seus serviços de IA com publicidade. A medida reforça o papel central da personalização como pilar estratégico para o desenvolvimento dos produtos de IA da Meta, que atualmente têm mais de um bilhão de usuários mensais ativos.
Zuckerberg joga pesado: Meta vai gastar o que for preciso para liderar IA
Fonte: Hardware.com.br
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