
Na era da IA, eletricistas e encanadores serão os milionários do futuro, afirma Elon Musk
Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 13:25
3 min de leituraResumo rápido!
Elon Musk e o CEO da NVIDIA traçam inversão radical no mercado de trabalho: profissões manuais como encanamento e eletricidade devem gerar fortuna enquanto executivos e trabalhadores de escritório enfrentam extinção por IA. A tecnologia já pode eliminar 50% dos empregos administrativos, mas tsunami de demissões ainda não começou porque empresas hesitam em dar primeiro passo.
A vulnerabilidade do trabalho digital
Elon Musk traçou uma linha divisória clara entre profissões ameaçadas e protegidas pela ascensão da inteligência artificial durante conversa com Peter Diamandis no programa Moonshots. O CEO da SpaceX e Tesla estabeleceu uma divisão brutal: “Qualquer coisa física — como cozinhar comida, agricultura, qualquer coisa física — esses empregos vão existir por muito mais tempo. Mas qualquer coisa digital, onde alguém fica sentado num computador fazendo algo, a IA vai assumir esses trabalhos como um raio”.
A lógica por trás dessa previsão é simples: algoritmos de IA dominam a manipulação de bits digitais, mas ainda tropeçam quando precisam lidar com átomos físicos . Profissões que exigem presença corporal e interação com o mundo material ganham uma camada de proteção temporária, enquanto quem trabalha apertando teclas e movendo cursores enfrenta um futuro incerto.
O efeito dominó da automação corporativa
Musk não vê essa transição como uma possibilidade distante, mas como uma realidade já viável tecnicamente . A inteligência artificial disponível hoje conseguiria substituir metade dos funcionários administrativos, incluindo setores como educação . O que segura essa onda não é limitação técnica, mas hesitação empresarial.
A dinâmica muda drasticamente quando uma empresa pioneira resolve cruzar essa fronteira . Segundo o bilionário, a competitividade forçará concorrentes a seguirem o mesmo caminho. Organizações que mantenham humanos executando tarefas que IA realiza por fração do custo perderão espaço no mercado, criando um ciclo de automação acelerada.
Jensen Huang reitera o discurso: eletricistas vão ficar ricos
O CEO da NVIDIA, Jensen Huang, validou essa previsão de forma ainda mais enfática. Em entrevista ao Channel 4 News no Reino Unido, Huang afirmou que “o segmento de trabalho especializado de cada economia vai ver um boom. Você vai ter que dobrar e dobrar e dobrar a cada ano”. A NVIDIA anunciou investimento de 100 bilhões de dólares na OpenAI para desenvolvimento de data centers baseados em processadores de IA, e a projeção global de gastos com esses centros deve atingir 7 trilhões de dólares até 2030, segundo McKinsey.
Larry Fink, CEO da BlackRock, já alertou membros da equipe de Trump: “Vamos ficar sem eletricistas necessários para construir data centers de IA. Simplesmente não temos o suficiente”. Jim Farley, CEO da Ford, ecoou a preocupação apontando o abismo entre as ambições de reindustrialização de Washington e a força de trabalho qualificada disponível para transformá-la em realidade.
Huang foi além ao sugerir que os próximos milionários não virão do Vale do Silício, mas de profissões manuais especializadas como eletricistas, encanadores e carpinteiros construindo a infraestrutura global de IA. Ele encorajou jovens a considerarem escolas técnicas, enfatizando que essas profissões permanecerão em alta demanda enquanto o mundo corre para energizar sistemas inteligentes e fábricas de dados.
O tsunami supersônico que ninguém pode parar
Musk descreveu a IA como um “tsunami supersônico” que já está acontecendo, não algo distante. Em conversa com Joe Rogan, ele detalhou: “AI pode fazer metade ou mais desses trabalhos agora mesmo. Não há interruptor de desliga. Está vindo e acelerando. A transição vai ser turbulenta”.
Trabalhos digitais de hoje se tornarão tão obsoletos quanto calculistas manuais após a invenção dos computadores. “Haverá realmente alta demanda por empregos, mas não necessariamente os mesmos empregos. Esse processo vem acontecendo ao longo da história moderna”, destacou.
O que já está acontecendo agora
Musk deixou claro: quando uma companhia pioneira cruzar a linha e começar a colher os lucros reais da automação radical, a competitividade forçará todas as outras a seguirem. Organizações que mantiverem humanos executando tarefas que IA realiza por fração do custo perderão mercado e serão engolidas por concorrentes mais enxutos.
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Fonte: Hardware.com.br
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