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“O fim do teclado está próximo”: CEO da SAP diz que voz substituirá digitação em 3 anos
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“O fim do teclado está próximo”: CEO da SAP diz que voz substituirá digitação em 3 anos

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 16:42

2 min de leitura

Estamos em 2026, e a era da digitação manual de dados corporativos pode estar com os dias contados. Em entrevista recente, Christian Klein, CEO da gigante de software SAP, fez uma previsão ousada: o teclado, como ferramenta primária de input de dados nos negócios, deve se tornar obsoleto nos próximos dois ou três anos.

Segundo Klein, a evolução dos Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) chegou a um ponto onde o reconhecimento de voz é “super forte”. A barreira agora não é mais tecnológica, mas de execução. “O futuro será, com certeza, você não digitar nenhuma informação de dados em um sistema SAP. Você pode fazer perguntas analíticas com sua voz, acionar fluxos de trabalho e fazer entradas no sistema”, afirmou o executivo.

A era da “IA Aplicada”

Klein argumenta que o mercado já superou a fase teórica da IA. Agora, estamos na zona da “IA Aplicada”. O diferencial não é ter um chatbot, mas integrar a IA horizontalmente na empresa. Ele cita o exemplo de uma grande empresa de bens de consumo que, ao usar agentes de IA para conectar planejamento de demanda, financeiro e estoque, conseguiu otimizar o inventário em 20%. “Isso é dinheiro de verdade”, pontua Klein. A ideia é que um funcionário possa simplesmente “falar” com milhões de documentos financeiros e pedir soluções, em vez de criar planilhas manualmente.

Geopolítica e Infraestrutura

Além da morte do teclado, Klein tocou em um ponto crítico para a infraestrutura de TI global: a fragmentação. Com o conceito de “G4” (EUA, China, Europa e Índia) e o protecionismo em alta, a nuvem global única deixou de existir. A SAP está adaptando sua infraestrutura para garantir soberania local: nuvem chinesa na China, americana nos EUA. O objetivo é evitar que sanções ou “kill-switches” geopolíticos paralisem operações críticas.

Klein ainda deixou uma crítica dura à sua terra natal: “A Europa é uma superpotência em regulação, mas não em unidade”, alertando que o continente precisa focar mais em inovação e poder econômico do que apenas em criar regras.

Fonte: Hardware.com.br

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