
Ondas gravitacionais podem nos mostrar muito mais sobre o Universo
Publicado em 16 de setembro de 2025 às 08:00
2 min de leituraSimon Stevenson é ARC DECRA Fellow na Universidade de Tecnologia de Swinburne. O texto a seguir saiu originalmente no The Conversation.
Há dez anos, cientistas ouviram o Universo tremer pela primeira vez. Essa primeira descoberta das ondas gravitacionais comprovou uma previsão fundamental da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein e deu início a uma nova era da astronomia.
Agora, uma nova descoberta de ondas gravitacionais marca o aniversário desse grande avanço. Publicada no periódico científico Physical Review Letters, ela coloca à prova uma teoria de outro gigante da ciência, Stephen Hawking.
O que são ondas gravitacionais?
Ondas gravitacionais são “ondulações” na estrutura do espaço-tempo que viajam à velocidade da luz. Elas são causadas por objetos maciços altamente acelerados, como colisões de buracos negros ou fusões de restos de estrelas maciças conhecidas como estrelas de nêutrons.
Essas ondulações que se propagam pelo Universo foram observadas diretamente pela primeira vez em 14 de setembro de 2015 pelos detectores gêmeos do Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (LIGO) nos Estados Unidos.
Esse primeiro sinal, chamado GW150914, teve origem na colisão de dois buracos negros, cada um com mais de 30 vezes a massa do Sol e a mais de um bilhão de anos-luz de distância da Terra.
Essa foi a primeira prova direta da existência das ondas gravitacionais, exatamente como previsto pela Teoria da Relatividade de Einstein 100 anos antes. A descoberta levou à concessão do Prêmio Nobel de Física de 2017 a Rainer Weiss, Barry Barish e Kip Thorne por seu trabalho pioneiro na colaboração LIGO.
Centenas de sinais em menos de uma década
Desde 2015, mais de 300 ondas gravitacionais foram observadas pelo LIGO, juntamente com os detectores italiano Virgo e japonês KAGRA.
Há apenas algumas semanas, a colaboração internacional LIGO/Virgo/KAGRA divulgou os resultados mais recentes de sua quarta rodada de observações, mais do que dobrando o número de ondas gravitacionais conhecidas.
Agora, dez anos após a primeira descoberta, eles anunciaram um novo sinal de onda gravitacional, designado GW250114.
Fonte: Superinteressante
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Lila Maladesky é doutoranda na Lund University. O texto a seguir foi originalmente publicado no site The Conversation, que reúne artigos redigidos por pesquisadores. Vale a visita.
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O texto abaixo foi publicado no Jornal da Unesp.
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