Pular para o conteúdo
Paramount avalia trazer Elon Musk como investidor em megafusão com Warner Bros. Discovery
Cinema
paramount
avalia
trazer
elon
musk
como

Paramount avalia trazer Elon Musk como investidor em megafusão com Warner Bros. Discovery

Publicado em 24 de setembro de 2026 às 11:30

3 min de leitura

A Paramount Skydance está avaliando recorrer a Elon Musk para ajudar a financiar sua operação envolvendo a Warner Bros. Discovery. Segundo pessoas próximas ao assunto ouvidas pelo Semafor, executivos da companhia discutiram a possibilidade de convidar o empresário para integrar um grupo de investidores de capital da empresa.

Relação com Larry Ellison pode aproximar Musk do negócio

Um dos fatores que ajudam a explicar por que o nome de Musk apareceu nas conversas é sua relação com Larry Ellison, fundador da Oracle e pai de David Ellison. Larry Ellison tem participação importante no financiamento da aquisição da Warner Bros. Discovery. Segundo o Semafor, ele garantiu pessoalmente mais de US$ 40 bilhões do capital utilizado na operação.

A relação financeira entre Ellison e Musk também não é nova. Em 2022, o fundador da Oracle investiu cerca de US$ 1 bilhão na operação utilizada por Musk para comprar o Twitter, posteriormente transformado no X. Ellison também já foi investidor da Tesla e ocupou uma cadeira no conselho de administração da fabricante de carros elétricos.

Trazer Musk ou outros grandes investidores poderia, portanto, distribuir melhor a exposição financeira atualmente concentrada em Larry Ellison.

Paramount está perto de concluir uma das maiores fusões da mídia

A discussão acontece justamente quando a Paramount conseguiu remover algumas das últimas barreiras jurídicas para sua aquisição da Warner Bros. Discovery, uma operação avaliada em aproximadamente US$ 110 bilhões. Em 21 de setembro, a empresa fechou acordos com um grupo de 12 estados americanos e com o Writers Guild of America, encerrando processos que tentavam bloquear a transação. A Paramount se comprometeu, entre outras medidas, a aumentar em pelo menos US$ 300 milhões por ano seus investimentos em produções cinematográficas nos Estados Unidos.

A empresa também prometeu lançar 30 filmes por ano durante os dois primeiros anos após a operação e 32 filmes anuais nos três anos seguintes.

Outro compromisso envolve a criação de um conselho responsável por acompanhar a independência editorial de CNN e CBS, duas das redes que ficarão dentro do mesmo grupo após a conclusão do negócio.

Musk poderia se tornar sócio de um império de mídia

É justamente essa combinação de ativos que torna uma eventual entrada de Elon Musk especialmente relevante. Além dos estúdios Paramount e Warner Bros., o novo conglomerado reunirá marcas e operações como HBO, HBO Max, Paramount+, CNN e CBS, criando um dos maiores grupos de entretenimento e mídia do mundo.

Ainda assim, uma eventual participação de Musk não significaria necessariamente que ele teria poder direto sobre essas empresas. O Semafor afirma que, nas discussões atuais, seria improvável que o investimento concedesse ao empresário participação formal na administração das operações. O principal objetivo seria fortalecer a estrutura financeira do negócio e diversificar a base de investidores da Paramount.

A companhia não comentou oficialmente a possibilidade, enquanto Musk também não respondeu ao pedido de posicionamento feito pelo veículo.

Por enquanto, portanto, a ideia ainda está em estágio preliminar. Mas, caso avance, Musk poderia adicionar ao seu portfólio uma participação em um conglomerado que controla algumas das marcas mais conhecidas do cinema, streaming e televisão mundial.

Fonte: Hardware.com.br

Leia também