
PC dentro do freezer: Experimento dá certo, mas o ganho de FPS é decepcionante
Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 15:36
3 min de leituraO modder australiano TrashBench fez um um PC funcionar a –28°C dentro de um freezer comum e tirar tudo de lá completamente seco.
A ideia de meter um computador no freezer é velha. O problema é que todo mundo que tentou antes fracassou miseravelmente por causa da condensação — aquela umidade que aparece quando você tira uma cerveja gelada da geladeira e deixa na mesa. TrashBench percebeu que a questão não era usar revestimentos exóticos ou isolamento térmico maluco, mas sim tamanho bruto e paciência.
Hardware velho de propósito (e com razão)
A escolha das peças foi estratégica. Nada de arriscar uma RTX 5090 ou um Core Ultra 9 285K nessa loucura. O youtuber montou um setup bem mais modesto: placa-mãe ASUS ROG Maximus XI Apex, processador Intel Core i7-9700KF, uma GeForce GTX 1070 (apesar do gráfico mostrar GTX 1060 em alguns momentos — ele culpa a cerveja), cooler Thermalright Phantom Spirit, memória G.SKILL Trident Z RGB e uma fonte SilverStone Strider 750 EF que ficou de fora do freezer.
A ideia de um hardware mais antigo passa pela questão do ponto de, se der algum problema, o prejuízo é administrável. E tem outro detalhe crucial: essas peças consomem muito menos energia que os monstros modernos. Menos calor gerado significa menos stress para o compressor do freezer, que foi projetado para manter linguiça congelada, não para dissipar 600W de carga térmica de uma RTX 4090.
A solução genial: hardware pendurado e meias velhas no fundo
Em vez de apoiar as peças nas prateleiras ou encostar nas paredes metálicas geladas, TrashBench esvaziou completamente o freezer e pendurou tudo no ar usando tiras flexíveis. Os cabos foram cuidadosamente organizados e selados para impedir que ar úmido de fora entrasse.
No fundo do freezer horizontal, ele espalhou sílica gel empacotada dentro de meias respiráveis, basicamente transformou meias velhas em um sistema caseiro de desumidificação ativa. Essa combinação de volume gigante, mínimo fluxo de ar turbulento e controle agressivo de umidade foi o que permitiu o sistema estabilizar em vez de embaçar e morrer na primeira hora
Testes a -28°C, ganhos mínimos
TrashBench testou o desempenho em três cenários: PC funcionando normal, dentro do freezer em clocks de fábrica, e depois com overclock manual na GPU. Os benchmarks incluíram 3DMark Time Spy, 3DMark Fire Strike, Cyberpunk 2077, Far Cry 6 e Shadow of the Tomb Raider — testes clássicos que combinam perfeitamente com hardware de 2016.
Simplesmente colocar o PC no freezer a –28°C resultou em ganhos quase imperceptíveis. Na maioria dos casos, a diferença estava dentro da margem de erro. O único ganho claro foi um aumento de 51 MHz sustentado na GPU, graças às temperaturas abaixo de zero.
O overclock manual de aproximadamente +240 MHz no core da GPU produziu resultados mais interessantes, mas nada que justifique o risco:
• Shadow of the Tomb Raider: ganho de 8% (de 102 FPS para 110 FPS)
• 3DMark Fire Strike: melhoria de cerca de 7%
• Outros testes: ganhos menores e inconsistentes
Peças completamente secas
Depois dos testes, TrashBench conseguiu remover as peças do freezer e verificar que estavam não apenas frias (registrando 9°C), mas secas. Nos comentários do YouTube, ele admitiu que nem esperava que o experimento desse certo de verdade.
O segredo não foi o freezer ser frio — foi ele ser absurdamente grande. Freezers pequenos esquentam quase instantaneamente sob carga, causando oscilações rápidas de temperatura e cruzamentos repetidos do ponto de orvalho, que são exatamente as condições perfeitas para criar condensação e matar componentes eletrônicos.
Fonte: Hardware.com.br
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