Por que o texto das revistas é diagramado em colunas curtas, e não linhas maiores?
Publicado em 31 de dezembro de 2025 às 12:36
2 min de leituraPara tornar a leitura mais agradável – e para combinar com o estilo de texto da Super.
Linhas muito longas cansam os olhos. Mas linhas muito curtas também não são legais. O importante, então, é buscar um equilíbrio. É por isso que toda publicação possui um projeto gráfico – manual que orienta o trabalho de designers e diagramadores.
O projeto gráfico da Super traz os cálculos de todos os espaços (entre linhas, entre palavras e entre colunas), que levam em conta as fontes tipográficas da revista. "Tudo para evitar o ‘ninho de rato’ – um texto justificado, mas cheio de buracos porque as palavras não cabem na linha", diz Juliana Krauss, nossa diretora de arte.
O tamanho das colunas, vale dizer, é só um dos vários elementos que tornam uma página mais ou menos legível. As nossas fontes têm serifa – "perninhas" que esticam o comprimento das letras e tornam a leitura mais fluida (as serifas criam um guia para o seu olho, para que você não se perca entre as linhas). Também é preciso levar em conta o contraste do papel para que a luz não cause muito reflexo.
Hoje, a Super tem três tamanhos de coluna. A Juliana explica por quê: "Como a revista fala sobre assuntos muito diversos, de Império Romano à física quântica, ter alternativas nos ajuda a marcar, visualmente, a mudança de uma matéria para outra ao folhear a revista." Além disso, as colunas precisam combinar com os (vários) elementos visuais que aparecem na revista: legendas, números, imagens e infográficos. É bom ter opções de layout.
Não foi sempre assim, claro. As possibilidades gráficas dependem da tecnologia disponível na época. No começo da Super, nos anos 1980, as páginas ainda eram diagramadas no papel, recortando e colando colunas – por isso, o layout era mais quadradão. Com a evolução dos softwares de edição, foi possível pensar em arranjos diferentes.
Pergunta de @weiglergodoy, via Instagram
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Fonte: Superinteressante
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